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Farmácias do futuro

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Opinião

Num mundo em rede, a farmácia e o farmacêutico estarão ligados aos médicos, enfermeiros, ao Estado e aos laboratórios, reduzindo o risco da comunicação e melhorando a informação.

A farmácia do futuro será muito diferente daquilo que experienciamos hoje, se forem concretizadas as propostas feitas por um grupo alargado de farmacêuticos, numa iniciativa da Rede Claro e do grupo Health Portoque envolveu 157 farmácias e 630 farmacêuticos que foram desafiados a pensar o futuro das farmácias comunitárias em Portugal.

Para começar, a relação com os consumidores será diferente. A própria farmácia terá guardada a informação sobre a saúde dos consumidores e poderá ser proativa. Através de protocolos de consulta integrativa, as farmácias poderão ser um parceiro na detecção de condições particulares na saúde e na recolha de dados para uma melhor gestão dos gastos do estado em comparticipações. Aliás, num mundo em rede, a farmácia e o farmacêutico estão ligados aos médicos, enfermeiros, ao Estado e aos laboratórios, reduzindo o risco da comunicação e melhorando a informação.

“Muitas das ideias passam por uma mudança de paradigma do papel do farmacêutico, queremos colocar o farmacêutico como o personal trainer da saúde, pretendemos que no futuro farmácia não estará centrada na venda dos produtos, mas sim na venda do conhecimento”, diz ao Jornal Económico o presidente executivo do grupo HealthPorto, João Correia da Silva.

Na farmácia do futuro, o espaço também será diferente: as pessoas entrarão num espaço amplo e tecnológico e terão acesso a um acompanhamento personalizado e digital. Serão recebidos pelo farmacêutico, que utilizará ecrãs digitais para mostrar a patologia, a forma de aplicação ou a toma do produto e os seus efeitos em vídeo-bulas.

A farmácia será, também, um espaço de aprendizagem, de forma lúdica e estimulante sobre a saúde e sobre como manter e melhorar este estado, mas também um espaço de ciência e de informação, a começar pela dos produtos à venda.

E isto tudo poderá acontecer no seu local de trabalho, porque a farmácia do futuro poderá fixar-se, por exemplo, no seu local de trabalho. A ideia é ter health clubs e não exatamente a forma de farmácia que hoje nos é familiar.

Este é o retrato feito a partir dos 12 projetos estruturados em nove meses de trabalho. A iniciativa da Rede Claro e do Health Porto tem por objetivo colocar os farmacêuticos na linha da frente na procura de soluções para os desafios que o setor enfrenta, nomeadamente as alterações ao seu funcionamento e regime jurídico, a entrada de novos concorrentes no mercado e a crise económica.

A MighT – Talent Strategists foi a responsável por desenhar a estratégia que permitisse “ouvir as Farmácias” e colocar os farmacêuticos a desenhar a farmácia do futuro. O processo foi desenvolvido em duas fases: primeiro, foi criada uma rede social aberta apenas às farmácias dos grupos Rede Claro e Health Porto e todos os colaboradores foram desafiados a descobrir os seus talentos e a reconhecer o potencial dos seus colegas; depois, os participantes selecionados foram convidados a participar em workshops de desenvolvimento de competências de conceção, estruturação e pitch, durante os quais foram construídas as propostas de valor.

Nesta altura, decorre o processo de dar a conhecer as ideias. “Estamos a apresentar o papper farmácias do futuro a todos os steakholderes e intervenientes no sistema se saúde em Portugal”, diz João Correia da Silva.

“Esperamos que até ao final do ano algumas das ideias já estejam em processo de implementação”, diz. Ricardo Santos Ferreira –

rsferreira@jornaleconomico.pt.

Fonte: Portal Saúde Online – Portugal

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