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Câncer de mama tem 95% de chance de cura se diagnosticado precocemente

Médica oncologista Simone Felitti fala sobre os diferentes tratamentos.

O câncer de mama é o 2º câncer mais comum nas mulheres, só perde para os cânceres de pele não melanoma. O número de casos cresce entre 5 a 10 % ao ano. Mas quando diagnosticado precocemente a chance de cura é de 95%, já quando descoberto mais tarde essa taxa cai para 50%.

Por isso é realizado em todo país a campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce. O pico de incidência nas mulheres ocorre entre os 55 e 64 anos de idade, sendo que só 2% dos diagnósticos são realizados em mulheres abaixo de 35 anos.

Há 17 anos a médica Simone Felitti, do Albert Sabin Hospital e Maternidade, se dedica a oncologista. Ela ressalta que o câncer de mama é prevenível por fatores biológicos pessoais através de uma vida saudável. O aumento da incidência está relacionado ao envelhecimento, a obesidade e o sedentarismo.

Fatores psicológicos também podem influenciar no tratamento da doença. A religiosidade, espiritualidade, autoestima, vida social, apoio de familiares e amigos estão ligados diretamente sob o modo como o paciente encara a doença.

“É preciso ter a consciência de que ela tem a doença, mas não é a doença. E perguntar-se: o que posso fazer sobre minha doença? Entre as variáveis que influenciam no tratamento estão a própria consciência das causas da doença e também a responsabilidade durante o tratamento para buscar uma vida melhor e mais saudável”, diz.

Tipos de câncer de mama

O tipo de câncer de mama mais comum é o Ductal, que se inicia em um duto de leite. Esse tipo de câncer corresponde a 60% dos casos. Outros 15% são do tipo lobular, que começa nas glândulas produtoras de leite (lobos).

Diferentes tratamentos

Existem diferentes procedimentos para o tratamento de câncer de mama: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal.

A cirurgia entra em grande parte das pacientes como primeira abordagem. Existem casos que os tumores são maiores que 3,5 centímetros ou há o comprometimento axilar palpável, e as pacientes são submetidas a quimioterapia antes da cirurgia para que haja uma redução do tumor.

“Dessa forma a paciente vai para a cirurgia com risco menor de mobilização e disseminação. Com o tumor menor, é possível fazer a retirada de um quadrante de mama e não a mama por completo”, explica a oncologista.

Depois da cirurgia feita pelo mastologista, o médico oncologista avalia qual o procedimento seguinte: radioterapia, quimioterapia ou só o bloqueio hormonal. A cirurgia conservadora, quando só é retirado um quadrante da mama juntamente com radioterapia tem eficiente equivalente à mastectomia, que é a retirada da mama.

“Isso nos trouxe uma segurança maior para tratar nossas pacientes de forma muito menos invasiva. Mesmo com a reconstrução e a colocação de prótese, é muito mais interessante que a paciente permaneça com sua própria mama”, salienta a médica.

A maior parte dos pacientes, cerca de 70% fazem a hormônio terapia. Isso ocorre quando os tumores são sensíveis à hormônio e para o tratamento é feito um bloqueio de hormônios através de comprimidos que são usados ao longo de 10 anos.

Apenas pacientes com tumores mais agressivos e mais jovens são submetidos também a quimioterapia. O período de tratamento varia de acordo com o quadro de cada paciente. Normalmente o tratamento com quimioterapia leva 6 meses, de radioterapia 1 mês e meio e o bloqueio hormonal, 10 anos.

“A medicina tem evoluído muito no tratamento oncológico com novas medicações que tem trazido uma taxa de cura maior para diversos tipos de câncer e medicamentos que bloqueiam mutações genéticas. E ainda novas medicações para as pacientes com metástase ajudam a manter a qualidade de vida, mesmo durante um período extenso de tratamento” explica a especialista.

Dra. Simone Felitti – CRM 94.349

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Fonte: Portal G1 – SP

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