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Descobrindo sobre a dengue

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Ricardo ChicarelliA brincadeira, que acontece em um consultório médico, é gratuita e destinada a todas as faixas etárias
O Brasil registrou nos primeiros nove meses de 2016 mais de 1,4 milhão de casos de dengue, segundo o Ministério da Saúde. Em 2017, o número caiu para cerca de 219 mil. Apesar da redução significativa, o cuidado para combater o mosquito Aedes aegypti precisa ser contínuo e toda a forma de conscientizar a população é fundamental. Pesando nisso, está à disposição do público a partir desta quarta-feira (11), em um shopping de Londrina, o “Dengue Experience”.

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A brincadeira é gratuita e destinada para todas as faixas etárias. Ela acontece dentro de um consultório médico e a partir de uma história de um pesquisador, que desenvolve um estudo importante sobre a doença. Porém, sua secretária quer roubar os documentos. Os participantes têm 20 minutos para descobrir onde está a pesquisa e para isso precisam desvendar diversos enigmas, seguindo pistas. Enquanto se diverte, a pessoa vai assimilando várias informações sobre a dengue, como tratamento, prevenção e estatísticas no País.

Para a médica Denise Abud, o jogo é uma maneira de conscientizar e de trazer uma fonte de informação não convencional para falar de algo sério. “A dengue é atualmente um problema mundial de saúde pública e o Brasil é o primeiro no ranking mundial. Por isso, é necessário fazer com que a pessoa entenda a doença como um todo e o que ela pode acarretar”, destacou a gerente médica de dengue do laboratório Sanofi Pasteur, responsável pela iniciativa do jogo em parceria com a Escape 60.

O jogo de fuga dedicado à dengue foi desenvolvido para ser jogados por grupos de até dez pessoas e estará em Londrina até o dia 25 de outubro, no Shopping Catuaí. Em 2017, a ação já passou por São Paulo e Maringá (Noroeste) e deverá chegar em outros estados brasileiros durante os próximos meses. Para aqueles que possuem dificuldades durante a brincadeira, alguns tutores estão disponíveis para ajudar.

Aproximadamente 20% dos participantes conseguem desvendar todo o desafio no tempo determinado.
Uma questão que ganha destaque no game são os sintomas ocasionados pela dengue, como a febre alta, dor no corpo, de cabeça e nos músculos, e vômito. “É bom entender as manifestações da doença porque a pessoa precisa saber que ao suspeitar, deve procurar um médico e não se automedicar. Quanto mais se entende desta importância, mais fácil é educar e mostrar a gravidade da doença”, afirmou Abud.

TEMPO PROPÍCIO

Com a chegada da primavera e proximidade do verão, o clima fica propício para a proliferação do mosquito, que também pode transmitir a chikungunya e zika. “Entramos no chamado estado epidemiológico, quando as atenções precisam ser redobradas em relação ao acumulo de água, principalmente em lugares quentes, como é o caso de Londrina”, explica a médica. “Passar repelente, colocar telas nas janelas de casa e evitar juntar muito lixo são outras maneiras de prevenção”, completou.

VACINA

Desde 2016, o Paraná oferece por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra a dengue para o público entre nove e 45 anos, dependendo do município. Este público é vítima de 70% dos casos da doença. O remédio foi desenvolvido pela Sanofi e contempla três doses. De acordo com o laboratório, a vacina evita a doença em nove de cada dez pacientes que a recebem, protegendo contra os quatro tipos de dengue.

Desde o início da campanha para o público-alvo, em setembro, 56.694 pessoas receberam a imunização da terceira dose, sendo 36% do total. De acordo com a médica Denise Abud, a quantidade está dentro do esperado. “Todo o produto que é novo gera um certo questionamento no início e temos visto que a população tem aderido com o tempo. A vacina é segura e não temos registrado qualquer problema de pessoas que apresentaram problemas por tomarem as doses”, ressaltou. De acordo com estudos, a vacina tem eficácia durante cerca de dez anos depois de recebidas todas as doces.

Campanha de vacinação segue até dia 27

Segundo o último Boletim da Dengue, divulgado nesta terça-feira (10) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), 180 municípios apresentaram notificações de dengue desde o início do período epidemiológico, em agosto, sendo que em 28 a doença foi confirmada. Na 17ª Regional de Saúde, que abrange Londrina e outras 20 cidades, três casos foram confirmados. Todos foram adquiridos dentro do Estado, em que 71 pessoas já foram picadas pelo mosquito Aedes aegypti. Em Londrina, somente um caso foi registrado. A Regional de Maringá (Noroeste) é a que possui mais casos de dengue, com 36. Destes, 31 foram em Maringá.

Em relação à vacina, 15.326 pessoas foram imunizadas entre a segunda e a terceira até o momento em Londrina. O objetivo é vacinar 61.071 jovens com idade de 15 a 27 anos. A campanha estadual de imunização segue até o dia 27 de outubro e é oferecida em todas as Unidades Básicas de Saúde da zona urbana e rural, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h

A vacina é aplicada gratuitamente em moradores de 30 municípios. Em 28 deles, a população vacinada abrange pessoas entre 15 e 27 anos de idade. Em Assaí (RML) e Paranaguá (Litoral), o público-alvo da campanha é de 9 a 44 anos. (P.M.)

Fonte: Folha de Londrina

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