LÚPUS atinge mais de 200 mil de brasileiros. Você conhece a doença? | Panorama Farmacêutico
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LÚPUS atinge mais de 200 mil de brasileiros. Você conhece a doença?

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Lúpus, uma doença que é cercada de mitos, mas que atualmente acomete mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 200 mil no Brasil, e que voltou a mídia recentemente, após a cantora americana Selena Gomez anunciar em suas redes sociais que realizou um transplante de rim em decorrência da doença.

Afinal, o Lúpus é contagioso? Mulheres com a doença podem engravidar? Acupuntura ajuda no tratamento? Essas são apenas algumas perguntas frequentes em torno do Lúpus. Saiba tudo sobre a doença.

A doença que pode atingir órgãos, como o cérebro, coração e pulmões, é desconhecida por grande parte das pessoas. Segundo dados da farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), 11% da população mundial acredita que Lúpus é uma bactéria e muitos não sabem que as complicações da doença podem resultar em ataque cardíaco e anemia. No caso de Selena, por exemplo, além de falência dos rins, ela desenvolveu sintomas de depressão, ansiedade e pânico.

Atualmente, cinco milhões de pessoas no mundo convivem com a doença que não tem cura e os cientistas acreditam que as causas estão relacionadas a fatores genéticos, hormonais e externos. Outros famosos também possuem a doença, entre eles, o cantor Seal e as cantoras Lady Gaga e Toni Braxton. No Brasil, a apresentadora Astrid Fontenele anunciou que era portadora da doença.

O que acha de uma entrevista sobre a doença, seus sintomas e tratamento, com o Dr. Frederico Marcondes, especialista em reumatologia e que atua no Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é Gerente Médico da área de Imunologia da GSK?

Abaixo seguem um infográfico e um quadro explicativo sobre a doença, qualquer dúvida ou mais informações estamos à disposição.

Entendendo o Lúpus

Tipos de Lúpus

Existem três tipos da doença. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos; o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após a administração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – em geral há melhora com a retirada do medicamento que desencadeou o quadro.5,7

Sintomas mais frequentes do LES

Cansaço, desânimo, febre baixa, perda de apetite, queda de cabelo, inflamação nas articulações – sendo esta observada em mais de 90% dos pacientes. As lesões de pele mais características são manchas avermelhadas no rosto, conhecidas como “lesões em asa de borboleta”. Podem ocorrer ainda manifestações em outros órgãos como rins, pulmão, coração e cérebro.3,5,7

Diagnóstico

Muitas vezes, o LES é confundido com outras doenças, por isso é comum a demora no diagnóstico. Este é feito pela presença de manifestações clínicas combinadas a resultados de exames laboratoriais.3,7

Tratamento

Deve ser individualizado, dependendo das manifestações apresentadas. O médico reumatologista determinará o tratamento mais adequado, sendo fundamental sua revisão constante em consultas realizadas a cada 3 a 6 meses (em períodos de atividade da doença, pode ser necessário acompanhamento mais frequente).5

Mito

O LES não é contagioso e também não é um tipo de câncer. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico do paciente ataca o seu próprio organismo.2,7

Sobre a GSK
Uma das indústrias farmacêuticas líderes do mundo, a GSK está empenhada em melhorar a qualidade da vida humana permitindo que pessoas façam mais, vivam melhor e por mais tempo. Para mais informações, visite www.gsk.com.br

Referências bibliográficas:

1. SENNA, ER. et al. Prevalence of Rheumatic Diseases in Brazil: A Study Using the COPCORD Approach. J Rheumatol, 31: 3, 2004.
2. Associação Brasileira Superando o Lúpus. Saiba mais sobre o Lúpus. Disponível em:. Acesso em: 20 fev 2017.
3. BORBA, E.F. et al. Consenso de lúpus eritematoso sistêmico. Rev Bras Reumatol, 48(4):196-207, 2008.
4. MONROE, J. Time to roar: stepping out for lupus awareness month, 2014. In: Lupus Foundation of Minnesota. Disponível em: . Acesso em: 20 fev 2017.
5. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Lúpus. Disponível em:. Acesso em: 20 fev 2017.
6. YELIN E, et al. Work dynamics among persons with systemic lupus erythematosus. Arthritis Rheum, 57: 56-63, 2007.
7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria 100, de 7 de fevereiro de 2013. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: lúpus eritematoso sistêmico. Disponível em: . Acesso em: 20 fev 2017.

Fonte: Olímpia 24 horas

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