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CHS atrasa distribuição de insulina tipo Lantus

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Atrasos na entrega de medicamentos na Farmácia de Alto Custo do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) novamente castigam os pacientes que passam por tratamentos contínuos. Desta vez, são os diabéticos que dependem da insulina tipo Lantus (insulina glargina) a reclamar de falha no fornecimento. Alguns contam que o atraso já chegava, ontem, há aproximadamente 25 dias. Para driblar o problema, e dar continuidade ao tratamento, os pacientes se articulam em grupos de Whatsapp para trocar medicamentos e informações.

Para Davilson Berger, 31 anos, as “canetas” de insulina glargina são indispensáveis. O rapaz explica que já tentou utilizar outros tipos de insulina, mas que sofreu reação alérgica. Desempregado, depende da Farmácia de Alto Custo para ter acesso ao produto, que chegaria a custar R$ 130 a unidade, sendo que utiliza quatro ao mês. Ele conta que liga diariamente na farmácia do hospital para saber se a medicação já foi reabastecida, mas é informado de que não há previsão de normalização. Na Ouvidoria, teria recebido como resposta que o medicamento já estaria em transporte, porém dias se passam sem a resolução do problema.

Também sofrendo com a falta da medicação, Ana Júlia Tavares de Melo, 33 anos, relata que a falta de um ou outro insumo para o tratamento não é novidade. Retirando remédios no local desde 2009, conta que na maior parte do tempo é possível retirar todos os insumos, mas há falhas recorrentes. Nesses momentos, a solidariedade dos próprios pacientes é que solucionaria as emergências: por meio de trocas, um fornece ao outro um eventual estoque que ainda tenha.

O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba, responsável pelo CHS, afirmou que ambos os pacientes citados na reportagem estão em atendimento e que a insulina Lantus (glargina) foi adquirida pelo DRS, que está cobrando o fornecedor para que entregue o produto com urgência. “Por vezes, o DRS fornece os itens imediatamente disponíveis, como procedeu em relação à paciente Ana Júlia Tavares de Melo, que recebeu a insulina apidra em 27 de outubro”, descreveu nota do DRS.

O órgão estadual alegou também que o SUS oferece gratuitamente as insulinas NPH e regular, padronizadas pelo Ministério da Saúde para distribuição em todo o Brasil, e que não há nenhuma evidência científica de que a insulina Lantus proporcione aos pacientes com diabetes benefícios clínicos melhores do que as insulinas disponíveis na rede pública.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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