Novos modelos de negócio encurtam a distância entre cosméticos e consumidores | Panorama Farmacêutico
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Novos modelos de negócio encurtam a distância entre cosméticos e consumidores

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Comprar pela internet se tornou um hábito do brasileiro, revelou o estudo WebShoppers, realizado pela empresa Ebit. Quase 25% da população adquiriu produtos no comércio eletrônico em 2016, 22% a mais que no ano anterior. Mas para o empreendedor Alexandre Abrahão, esse modelo de negócios ainda tem uma grande desvantagem: a impossibilidade de experimentar os produtos antes de adquiri-los.

Alexandre Abraha?o, CEO da Upperbag e MakeUpBag

Pensando em corrigir essa falha, ele lançou no mês de agosto a MakeUpBag, serviço de entrega de artigos de beleza inédito no Brasil. O cliente faz um cadastro online, apontando suas preferências e características pessoais. Uma equipe de personal stylists entra em contato para tirar eventuais dúvidas e até analisa fotos do novo usuário em redes sociais. “Muitas vezes, quando o cliente responde ao questionário, ele imagina a pessoa que ele quer ser e não quem ele é realmente. Isso pode fazer com que não goste dos produtos que vamos enviar. Com o acesso ao Facebook e Instagram, pretendemos buscar uma imagem real dele para trabalharmos”, explica Abrahão.

Com cerca de 30 itens de maquiagens e higiene pessoal de marcas como O Boticário, Contém 1g e Vult Cosméticos, a mala é entregue gratuitamente na casa do consumidor, que pode testar as amostras encaminhadas e decidir se vai ou não ficar com os cosméticos. “A cada bag enviada, os clientes consomem em média 35% dos produtos, o que é um feedback positivo para o nosso serviço”, afirma. Os artigos que não são adquiridos voltam para a mala, que é retirada por um portador em três dias.

A MakeUpBag, que até o momento atende apenas na região metropolitana de São Paulo, nasceu dois anos depois da experiência bem sucedida de Abrahão com a Upperbag. No mesmo modelo do delivery de cosméticos, a empresa entrega em domicílio malas personalizadas com roupas para homens, mulheres ou crianças, alcançando mais de 6 mil usuários e faturando R$ 200 mil por mês.

Outro serviço pioneiro no Brasil foi lançado no final do ano passado pelo aplicativo Lilibox, que atua como um intermediário entre o consumidor e revendedoras de cosméticos da Avon, Natura e Mary Kay, entre outras marcas. Pela plataforma, o cliente escolhe o produto, a data e o endereço de entrega. O pedido é encaminhado para as consultoras cadastradas e a primeira que cumprir com todos os critérios da solicitação, fecha a compra.

Rafael Luciano, diretor da Lilibox

Apelidado de “Uber dos cosméticos”, o aplicativo está disponível em cerca de 30 cidades brasileiras e cobra das revendedoras uma taxa de 6% do valor total de cada entrega realizada. “Nossa meta é ampliar o portfólio e tornar a Lilibox uma grande loja de departamento online. Até 2018, queremos atuar em 120 cidades do país, atingir 500 mil pedidos via app e o cadastro de 50 mil revendedoras”, afirma Rafael Luciano, diretor da empresa.

Já consolidados no mercado brasileiro – depois de virarem uma verdadeira febre no país há alguns anos –, os clubes de assinatura de cosméticos também precisaram inovar para atrair e manter seus consumidores. Uma das alternativas encontradas foi segmentar o público-alvo, como a AfrôBox, especializada em produtos de beleza para mulheres negras.

Já a Bellabox usou como estratégia um novo serviço ao consumidor. Além de entregar a cada mês uma caixa surpresa com até seis itens de beleza, ele conta com uma loja virtual exclusiva para as assinantes, possibilitando que elas comprem novamente, por preço abaixo do varejo, os produtos que receberam em casa.

 Fonte: Brazil Beauty News

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