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CPI irá investigar o fim dos testes com a ‘pílula do câncer’

Fosfoetanolamina sintética estava sendo estudada pelo Instituto do Câncer em parceria com o Estado

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Cápsulas de fosfoetanolamina eram produzidas no Instituto de Química de São Carlos

O deputado estadual Roberto Massafera, líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo e presidente da CPI da Fosfoetanolamina, a conhecida pílula do câncer, contesta a versão apresentada pelo ICESP (Instituo do Câncer do Estado de São Paulo) para justificar a interrupção dos testes clínicos com a substância.

Os testes com a pílula do câncer iniciaram-se em julho de 2016 a partir de uma parceria entre a secretaria de Estado da Saúde e o ICESP. Em março deste ano, os testes foram suspensos porque, segundo o Instituto, a fosfoetanolamina não apresentou eficácia significativa no tratamento de câncer. Segundo a Dra. Milena Perez Mak, os resultados foram apresentados no 20º Congresso de Oncologia Clínica, realizado no Rio de Janeiro no final de outubro.

A CPI da fosfoetanolamina foi instalada para verificar a metodologia utilizada na pesquisa e seus resultados, bem como as razões para a suspensão dos testes para uso da substância no tratamento de câncer e, consequentemente, seu registro como medicamento.

Segundo Massafera, a pesquisa não seguiu o protocolo de procedimentos previamente acordado. A comissão encarregada de acompanhar as pesquisas apontou falhas nos estudos farmacocinéticos para dosagem. O projeto prescrevia, por exemplo, o fornecimento de três cápsulas diárias da fosfoetanolamina em intervalos de 8 horas; mas as três cápsulas teriam sido ministradas numa única vez.

Segundo essa comissão, o estudo também previa a escolha de dez tipos diferentes de câncer e a indicação de 21 pacientes por tipo, resultando numa amostragem de 210 pacientes. Para cada grupo de 21 pacientes seriam escolhidos diversos estágios da doença, inicial, intermediário, compassivo e placebo.

O deputado Massafera destaca que foram utilizados apenas 78 pacientes compassivos. Foram pacientes que já passaram por tratamentos convencionais sem solução, ou seja, casos terminais de pacientes com sistema imunológico já bastante debilitado.

O parlamentar entende que os protocolos estabelecidos não foram seguidos e esclarece que a CPI visa apurar as razões e responsabilidades na utilização adequada de verbas públicas do governo do Estado.

Fonte: CBN Ribeirão

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