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Por que grandes lojas recorrem a marketplaces de terceiros?

Grandes varejos, como Livrarias Curitiba e KaBuM!, encontraram caminho para crescerem suas vendas online

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Site das Livrarias Curitiba aberto em um notebook.  | Startup Stock Photos/ReproduçãoA compra de produtos pela internet caiu no gosto dos brasileiros, seja pela diferença nos preços, seja pela comodidade de pesquisar e adquirir produtos sem sair de casa. Tendo isso em vista, as marcas, além de investirem em seus próprios e-commerces, passaram a oferecer produtos em marketplaces.

Os marketplaces são como verdadeiros shopping virtuais. Controlados por grandes grupos, esses sites reúnem uma porção de vendedores de todo Brasil num só lugar, funcionando como uma grande vitrine virtual. Para citarmos alguns dos mais importantes, temos o grupo B2W, dono dos sites Submarino, Shoptime e Americanas.com; a Via Varejo, que controla Casas Bahia, PontoFrio e Extra, a Amazon, um dos maiores sites de e-commerces do mundo, o Magazine Luiza e o Mercado Livre, um dos pioneiros do modelo no Brasil. Mas como saber se oferecer seus produtos nestes sites é interessante para um negócio?

Geografia e nicho
Para a Livrarias Curitiba, com mais de 50 anos de história, investir em tecnologia é uma necessidade para se manter atualizada com as tendências de mercado. Atuando no e-commerce desde os anos 90, a livraria viu nos marketplaces uma oportunidade de expandir suas vendas para outros locais do país.

“Nossa marca é muito forte na região sul, então nossas vendas online eram basicamente para os estados daqui, especialmente Paraná e Santa Catarina. Com a entrada nos marketplaces, passamos a vender para o Brasil todo, e hoje vendemos principalmente para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, conta Marcos Pedri, diretor comercial do grupo.

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Como nos marketplaces há diferentes lojistas, um mesmo produto aparece ao consumidor com diferentes valores, o que aumenta a concorrência e a guerra de preços. De acordo com Pedri, uma forma que a Livrarias Curitiba encontrou de ir contra a corrente é apostando em produtos que ficam na chamada “cauda longa”, termo popularizado por Chris Anderson para descrever um varejo que oferece uma ampla variedade de diferentes produtos, onde cada item vende pequenas quantidades.

“Os marketplaces não têm muito interesse em produtos dessa cauda longa, mas como somos uma loja especializada, isso é mais interessante. Possuímos um estoque diferenciado e temos menos concorrência, não precisando participar da guerra de preço”, avalia o diretor. A Livrarias Curitiba fatura, mensalmente, R$ 1 milhão com vendas online, sendo que 50% das vendas são feitas por meio dos marketplaces.

Também trabalhando com um nicho de mercado, o site KaBuM!, e-commerce de tecnologia líder na América Latina, vende produtos eletrônicos, de informática e smartphones. Com o intuito também de melhorar o alcance aos consumidores, a loja passou a vender também pela Amazon.

“A parceria com a Amazon visa estreitar o relacionamento com o maior e-commerce do planeta e também em atender clientes mais generalistas, que nem sempre buscam uma loja especializada em um determinado segmento. A parceria surge muito para suprir esta lacuna”, explica Leandro Ramos, CEO da KaBuM!.

Marketplace próprio
Há quem resolva dar um passo ainda maior e criar seu próprio marketplace, como fez o Grupo DPSP, dono das drogarias Pacheco e São Paulo. As marcas, que já tinham canais de vendas online desde 2012, passaram a vender nos principais marketplaces em 2016 e agora, em 2017, montaram um próprio, apostando em parceiros que oferecem produtos diferentes do catálogo das drogarias, mas que também atendessem ao público com itens de saúde e bem-estar.

Dessa forma, tornou-se possível ao grupo o oferecimento, online, de produtos que não estão à venda nas lojas físicas. “Por serem extremante flexíveis, os canais de e-commerce possuem produtos exclusivos, uma vez que não esbarram em dificuldades como limitação de espaço físico, por exemplo”, aponta Luis Souza, gerente de E-commerce e Digital do Grupo DPSP.

Além dos produtos de beleza e higiene pessoal, o marketplace do grupo conta também com carrinhos de bebê, babás eletrônicas, cadeiras de rodas e andadores, equipamentos de fisioterapia e ortopedia e até aparelhos e acessórios médicos e de enfermagem a fim de atender os profissionais de saúde. “A participação das nossas marcas em marketplaces aumenta nossa atuação no universo digital, possibilitando maior visibilidade para as nossas marcas e consequentemente o alcance de diferentes perfis de consumidores”, completa Souza.

A visibilidade é uma característica recorrente e um dos fatores mais importantes na hora de optar por estar nos marketplaces, mas é preciso estar atento a alguns detalhes. A partir do momento em que uma loja passa a vender nesses espaços, acrescenta mais complexidade à operação — é preciso administrar mais de uma loja virtual, sendo necessário cuidado com estoque para não correr o risco de fazer uma venda duplicada, por exemplo.

Além disso, é sempre importante estar ciente de que a concorrência será maior. “É preciso ficar atento para não entrar em uma guerra de preços prejudicial e acabar trabalhando de graça”, alerta Marcos Pedri, da Livrarias Curitiba. “Mas é um bom começo. A publicidade online é cara e conquistar um mercado tão amplo, sozinho, não é fácil. Então é uma boa estratégia pegar carona nesses sites grandes, tanto para nós, como para eles”, finaliza.

Fonte: Gazeta do Povo

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