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Gestão eficiente, SUS consolidado

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O SUS é reconhecido como um sistema de saúde consolidado. O Brasil tem muito a comemorar sobre os avanços, mas precisa enfrentar problemas estruturais: como a burocracia e a falta de informatização. Nesta gestão, foram adotadas as medidas necessárias para serviços de saúde integrados, mais acessíveis e ágeis. Só com modernização da saúde poderemos, de fato, dar um salto na qualidade no atendimento do cidadão.

A informatização do SUS é essencial para a consolidação do Sistema. Até o fim de 2018, todas as Unidades Básicas de Saúde devem estar informatizadas. O funcionamento desse processo pode permitir uma economia estimada por estudo do Banco Mundial, de R$ 22 bilhões.

Não falta recurso para Saúde. À frente da pasta, economizamos R$ 4,5 bilhões em recursos que já estavam previstos no orçamento da Saúde, reaplicados principalmente na Atenção Básica e na Urgência e Emergência. Além de garantir o custeio de serviços que antes não recebiam contrapartida do Governo Federal e pagar pontualmente todas as obrigações nos serviços de saúde contratualizados pela União, ganhamos capacidade de acelerar os investimentos em tecnologia a favor da saúde pública. Contabilizamos a economia na compra de medicamentos. Conseguimos a redução no preço do medicamento de Hepatite C, 39% menor, o que nos permitirá saltar de 24 mil para 135 mil pacientes beneficiados no Brasil. A economia na gestão, também nos permitiu incluir o melhor medicamento de Aids no SUS, o Dolutegravir, com desconto de 80%.

No campo da inovação, experimentamos soluções para o aumento do acesso de usuários a procedimentos mais modernos pelo SUS, como a ampliação da oferta dos serviços de radioterapia com a entrega de 13 aceleradores lineares, equipamento para o tratamento de câncer, que agora passa a ser fabricado no país. A partir de parcerias, inauguramos várias fábricas no Brasil para a produção de medicamentos biológicos.

Foi um ano desafiador, também, para atuação contra um inimigo chamado burocracia. Na transferência de recursos federais para estados e municípios, sairemos de um modelo que utiliza 800 formas, divididas em seis blocos, para apenas duas modalidades: custeio e investimento. O novo modelo vai impactar na liberação de R$ 5,7 bilhões. Outro ponto fundamental é o repasse pelo Ministério da Saúde para obras, que passará a ser feito em parcela única. A medida reduz a burocracia para o início da obra assegura o cumprimento do prazo de entrega. Ganha o cidadão.

Em 2017, demos passos importantes com a adoção de metas, internacionalmente, para frear o crescimento do excesso de peso e a obesidade no Brasil e nessa perspectiva foram criadas medidas para redução do consumo de sódio e açúcar. Hoje cuidamos da doença, mas com a melhoria no acesso à informação e dados em tempo real, teremos mais condições de planejar para cuidar da saúde da população.

O Brasil pode comemorar os avanços na saúde pública. Vamos continuar expandido o acesso, afinal 70% da população brasileira usa o SUS. Cerca de 150 milhões de pessoas dependem exclusivamente do sistema, este panorama só reforça que a saúde pública exige compromisso para acompanhar as circunstâncias que tornam mutáveis as necessidades de milhares de usuários independente da capacidade de organização das gestões. Sempre haverá desafios.

Fonte: O Estado

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