Notícias do setor farmacêutico

Banco faz análise das perspectivas da indústria farmacêutica

Os analistas da Bradesco Corretora estão muito otimistas com a bolsa neste ano de 2018. Em relatório enviado aos clientes, a corretora do segundo maior banco privado do país diz que espera que o Índice Bovespa atinja 90 mil pontos em dezembro, o que implica em um potencial de valorização superior a 20% em relação aos 76 mil pontos atuais. “Chegamos neste número atribuindo 80% de chances do cenário de ajuste fiscal ter continuidade após as eleições (o que poderia levar o Ibovespa aos 100.000 pontos) e 20% do ajuste fiscal ser interrompido (neste caso, o Ibovespa poderia ir para os 50.000)”, diz a corretora.

Segundo os analistas, o valor das ações também parece atrativo para o investidor, pois o principal índice da bolsa brasileira está refletindo em seus preços um crescimento de lucros até meados de 2019, enquanto a Bradesco Corretora espera que o atual ciclo de crescimento tenha duração de cinco anos.

 

 

 

 

 

 

 

Educação e saúde
A corretora do Bradesco espera um crescimento menor da receita em 2018, refletindo os baixos aumentos de preços em 2017 e o crescimento insuficiente dos volumes. As condições de preços estão relacionadas à baixa inflação em 2017 e não à falta de poder de barganha das empresas. Enquanto isso, o crescimento do volume mostra diferentes tendências em todas as indústrias.

Na indústria farmacêutica, não está claro se a recente aceleração do volume pode durar ou se está relacionada a questões extraordinárias em 2017, como os saques das contas inativas do FGTS e o maior poder de compra individual. Os serviços de saúde continuam dependentes das melhorias no mercado de trabalho, o que influencia a compra dos planos de saúde e a demanda por outros serviços, como diagnósticos. Para a educação, o FIES e a demanda ainda em recuperação devem reduzir o crescimento do número de matrículas.

Por tudo isso, a expectativa é de uma certa pressão de margem na maioria das indústrias, exceto diagnósticos, por diferentes motivos. Os produtores farmacêuticos experimentam uma forte concorrência nas categorias de genéricos e “similares”. Os varejistas de medicamentos também enfrentam pressão competitiva, pois muitos players retomam atualmente seus planos de expansão. Finalmente, as empresas de educação devem ser afetadas pelo efeito do FIES, bem como por despesas pré-operacionais, exceto por histórias de recuperação, como Anima e Estácio.

A corretora recomenda Qualicorp (QUAL3), com preço-alvo de R$ 42, e Ser Educacional (SEER3), também com preço-alvo de R$ 42,00.

 

 

DVFN News

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