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Falta de vacinas contra polio coloca bebês em risco em Palmas

Crianças devem receber três doses da vacina até um ano de vida. Doença pode causar paralisia e deixar pacientes em cadeiras de roda.

Moradores de Palmas estão denunciando a falta de vacina contra a poliomielite nas unidades de saúde da cidade. Desde 2016, o Programa Nacional de Imunizações determina que as três doses da Vacina Inativa contra Poliomielite (VIP) devem ser aplicadas até um ano de idade. Não cumprir corretamente o calendário da medicação pode causar danos irreversíveis à saúde da criança.

A falta da vacina foi confirmada pela reportagem da TV Anhanguera, por telefone. (Veja vídeo)

Repórter: Vocês estão tendo a vacina contra a poliomielite, a VIP?

Atendente: Não, não. Ela está em falta geral, até na CEMUV. Tem muita gente ligando, mas não tem previsão.

Não cumprir corretamente o calendário de vacinas pode causar consequências sérias para a criança. “A VIP começa aos dois meses e você faz três doses. A primeira aos dois, depois aos quatro e a última aos seis meses de vida. Faz um reforço com 1 ano e 3 meses e a gente orienta os pais a reforçar durante as campanhas de vacinação”, explicou a pediatra Patrícia Bastos.

A poliomielite não tem mais registros no país desde 1994, mas a falta de proteção contra a doença faz crescer o medo de que a doença volte. “Ela pode atingir desde o um braço, aí tem a falta de movimentos do membro, mas tem a possibilidade de levar essa criança a ser um cadeirante. É uma doença que não tem reversão depois de instalada”, disse a médica.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Palmas confirmou que a vacina está em falta há pelo menos 15 dias nos postos da capital. A última remessa da medicação foi enviada em dezembro de 2017, quando foram recebidas 250 doses.

A Secretaria de Estado da Saúde também foi procurada e disse que a reposição do medicamento vai ser feita até a próxima semana.

Fonte: G1

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