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Farmácia de Baixo Guandu aceita Bitcoin como pagamento

Transação é feita pelo celular, com frações da criptomoeda, e dura alguns segundos

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Farmácia aceita Bitcoin para pagamento de medicamentos
Farmácia aceita Bitcoin para pagamento de medicamentos

O nome da farmácia denuncia: o futuro já chegou ao interior. A drogaria Novo Tempo, que fica no Centro de Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, chamou a atenção dos moradores por aceitar a criptomoeda Bitcoin como pagamento por medicamentos e outros itens. O estabelecimento, aberto há 12 anos, passou a aceitar a transação virtual em setembro de 2017.

De acordo com a proprietária da farmácia, Ivonete Ferreira Gonçalves Machado, tudo começou em julho, quando seu esposo, Marcos Leite Machado, conheceu a criptomoeda. No época, um bitcoin valia em torno de R$ 13 mil. Hoje, a cotação está em torno de R$ 50 mil.

“Algum conhecido apresentou a moeda ao meu marido em julho, e com as notícias nos jornais de que ela começou a valorizar, ele decidiu buscar mais informações e acabou comprando uma fração. O investimento inicial valorizou bastante, foi um ótimo negócio. Agora, ele já comprou até outras criptomoedas, que têm valores menores e estão crescendo. É tudo muito arriscado, mas se a gente perder, perde pouco”, conta ela.

O investimento fez Ivonete pensar que trazer a inovação para a farmácia poderia fazê-la ter um diferencial dos concorrentes. “Pelo fato de a criptomoeda estar valorizando muito e de estar sendo muito divulgada na mídia, percebemos o interesse do povo sobre ela. Baixo Guandu é uma cidade pequena, e a procura não é grande para pagar com a moeda, mas já recebemos algumas compras com ela”, conta.

A transação dura mais ou menos o mesmo tempo que a do cartão de crédito, e é feita pelo celular, através de frações da moeda. “A gente vende qualquer valor por bitcoin, desde que dê para dividir o valor da venda pelo valor da moeda. Já fizemos vendas de R$ 100, R$ 200 por bitcoin. A pessoa transfere na hora, pelo celular, para minha carteira virtual. Eu confiro se caiu e quando libera, eu entrego a mercadoria. A transação é coisa de segundos, o mesmo tempo de passar o cartão. Acho que é um diferencial para nós”, diz Ivonete.

O valor é calculado de acordo com a cotação do mercado no dia. “Ela oscila muito. Se estiver em R$ 51 mil, a gente divide as frações de acordo com o valor da compra. Tem que ficar atento para não pegar a R$ 51 mil e vender a R$ 47 mil. O negócio é não perder a venda. A gente recebe em bitcoin como recebe em real”, conta a proprietária.

Para ela, as moedas digitais são o futuro. “A nossa cidade é pequena e a procura não é tão grande, mas é uma inovação e estamos apostando. Acredito que as criptomoedas são o futuro. Tem gente que nunca ouviu falar, vê a placa e vem pedir mais informações para a gente. A gente explica o que é e como funciona”, ressalta.

Fonte: Gazeta Online

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