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Vitiss Cosméticos Naturais abre nova fábrica em Minas

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Em visita à Sempre Editora, o fundador da Vitiss, Gleison Martins, avalia que o mercado de cosméticos naturais é promissor Veja Também Vitiss Cosméticos Naturais Mais Helenice Laguardia

Nascido em Dom Silvério, na Zona da Mata mineira, uma região reconhecida como polo de empresas de cosméticos, o administrador de empresas Gleison Martins, 37, viu que ainda tinha muito mercado para atuar nessa área, que parece não ter espaço para a estagnação. E foi o que fez: enquanto a família já trabalhava com comércio na região, Martins quis arriscar uma oportunidade na indústria com a criação da Vitiss Cosméticos Naturais. “Eu comecei sozinho, em 2010, com um investimento inicial de R$ 75 mil, e depois os investimentos não pararam mais”, lembra-se o empresário.

A primeira fábrica foi em Belo Horizonte, por causa da facilidade de transporte e também para reduzir os custos com logística. “Começamos bem modestos, com a produção de 300 kg de produtos por dia para os cabelos, como xampu, condicionador, máscara, reparador de pontas e leave-in. Era num espaço restrito de 400 m²”, conta Martins, que tinha apenas cinco empregados.

O início foi bem desafiador. O mais difícil, segundo Martins, foi achar distribuidores para comprar e revender os produtos naturais. “Começamos com São Paulo e Minas Gerais, e hoje já tem mais de 50 distribuidores”, comemora.

Enquanto isso, a produção foi evoluindo e, em 2014 já era de duas toneladas por dia de produtos variados. Aí, o empresário sentiu a necessidade de uma nova fábrica. “Tivemos que fazer um outro investimento numa sede maior e fomos para Vespasiano, numa área de 1.100 m²”, informa. Com a boa resposta do mercado consumidor, a capacidade instalada atual precisou crescer.

Expansão. Assim, Martins está com nova mudança programada para abril. “Vamos nos mudar para uma área três vezes maior que a atual, de 3.300 m²”, informa. Em Santa Luzia, na nova sede, Martins conta que tem condição de produzir até 40 t por dia. “Neste ano, os planos da Vitiss são de chegar a oito toneladas por dia. Vamos atingir esse volume por causa do lançamento de novos produtos e a expectativa de um mercado de crescimento maior neste ano”, calcula.

A nova fábrica na região metropolitana de BH traz a necessidade de novas contratações, além dos 50 colaboradores. Serão, ao menos, mais 20 pessoas.

Com a produção atual de seis toneladas por dia, o mix ultrapassa mais de cem produtos. Cada linha de tratamento do cabelo tem seis itens. São 14 linhas: quiabo, romã, mandioca, tutano, coco, mandiroba, jaborandi, alecrim, queratina, ondulele para cabelos cacheados, power bomb (para crescimento), intense (para recuperação dos fios) e matizadores para cabelos louros e vermelhos. “A linha de mandioca é a que mais vende. Todo mundo que usa gosta”, entrega.

Hoje, a marca Vitiss está em mais de 5.000 pontos de vendas, dentre eles Lojas Rede, em Minas Gerais; Mundo dos Cosméticos, em Pernambuco; e Leo Cosméticos, no Paraná.

Neste ano, Martins promete três lançamentos, dos quais ainda não pode divulgar detalhes. “Serão, pelo menos, três por ano. E vou aumentar o número de distribuidores, que vai chegar a 70. Com isso, aumentam também os pontos de vendas”, conclui.

Comércio. A Vitiss Cosméticos Naturais tem uma loja virtual para quem quer comprar diretamente da empresa. Ela já funciona há três anos no endereço www.shampooecia.com.

FOTO: Fred Magno

Com 14 linhas de tratamento para os cabelos, os planos envolvem lançamentos anuais

Essências das plantas fazem parte dos produtos

O fundador da Vitiss, Gleison Martins conta que o diferencial da marca em relação aos concorrentes está nos ativos naturais que ajudam a hidratar e recuperar o cabelo maltratado por linhas de químicas, como as tinturas. “Os produtos são feitos em laboratório, mas com essências extraídas da mandioca e do quiabo, por exemplo, retirados da planta. Nada é feito artificialmente. Não têm sal nem sulfato e são ecologicamente corretos”, explica Martins.

Estar entre as principais empresas de cosméticos do país nesse segmento é a meta do empresário. Mas a concorrência é forte, com cerca de 6.000 empresas. Martins explica que concorrer com os gigantes da indústria da beleza não é possível. “O jeito é ter uma linha natural para ter um diferencial no mercado, para fazer um trabalho junto ao consumidor que quer um produto com qualidade e que faça a diferença no cabelo”, diz. Para Martins, quando o consumidor usa alguma linha da Vitiss, ele consegue enxergar a diferença, e acaba pagando um pouco mais por esse produto de qualidade. O tíquete médio em cada compra tem sido de R$ 45.

Fonte: O Tempo

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