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Glaucoma tem cura? Conheça sintomas, causas e tratamentos

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Antes de responder à pergunta do título, vamos entender mais sobre o olho humano. Existe uma membrana fina e transparente chamada córnea que envolve a frente do globo ocular. Atrás dela estão a íris e a pupila que se dilata ou contrai de acordo com a incidência de luz. O cristalino, que é como uma lente e fica na parte posterior do globo ocular, recebe a imagem da pupila e converte na retina.

Na área entre a córnea e a íris (câmara anterior do olho) contém um líquido incolor chamado humor aquoso, cuja função é manter a pressão ideal dentro da câmara anterior. O normal é que esse líquido circule pelo globo ocular e seja eliminado por um pequeno canal ou pelas veias ciliares (cílios). Quando isso não ocorre de forma correta devido à obstrução do canal ou das veias, a pressão intraocular aumenta e pode causar problemas mais graves como o glaucoma.

O que é glaucoma?

Glaucoma é uma doença ocular, que ocorre no nervo óptico (nervo que transmite as imagens da retina para o cérebro), causada principalmente pelo aumento da pressão intraocular e, embora não provoque sintomas no início, se não for tratada corretamente pode se agravar para uma cegueira.
Existem quatro tipos de glaucoma:

  • Glaucoma crônico – Este é o tipo mais comum e, por ser assintomático, engloba 80% dos casos e incide mais em pessoas acima de 40 anos. É também conhecido como glaucoma do ângulo aberto, pois ocorre uma alteração no ângulo da câmara anterior, ou seja, a pessoa começa a perder um pouco da visão periférica porque o humor aquoso não é drenado corretamente.
  • Glaucoma fechado – É caracterizado pelo aumento súbito da pressão intraocular fazendo com que o ângulo de visão se feche mais rapidamente, podendo até cegar a pessoa.
  • Glaucoma congênito – Este tipo é o mais raro e acomete recém-nascidos e crianças de até 3 anos de idade.
  • Glaucoma secundário – É decorrente de algumas doenças como diabetes, uveítes, cataratas ou traumas como pancadas, sangramentos, tumor ocular e uso de medicamentos com cortisona.

Como o glaucoma no início é assintomático, os médicos recomendam que sejam realizadas consultas periódicas com o oftalmologista, pois o diagnóstico é feito quando o paciente se queixa de algum problema na visão, o que pode ocorrer depois de uma certa idade.

Segundo o Dr. Vital Paulino Costa, a única maneira de diagnosticar o glaucoma é fazer o exame de pressão intraocular. Caso haja alteração, será solicitado um exame mais específico conhecido como “campo visual”.

Os casos de glaucoma aumentam em pessoas com mais de 70 anos, afirma o doutor. Dentre as incidências, além de pessoas com mais de 40 anos, pessoas afrodescendentes, pessoas que tem histórico da doença na família, míopes e pessoas diabéticas que tem problema de pressão intraocular estão mais propensos a desenvolver a doença.

Também incluem nesse grupo pessoas que fazem uso de medicamentos que contêm cortisona, principalmente se aplicados nos olhos, pois seu componente principal pode secar o humor aquoso (líquido que controla a pressão dos olhos).

Glaucoma congênito

Como foi dito anteriormente, o glaucoma congênito é um tipo raro da doença e atinge crianças recém-nascidas até 3 anos de idade. Pelo exame do olhinho feito no recém-nascido é possível identificar o problema, pois a córnea fica turva, inchada e também ocorre o aumento dos olhos.

Quando é feito o teste corretamente e é diagnosticado glaucoma no bebê, é feito tratamento com colírios para baixar a pressão intraocular para que sejam feitas as cirurgias indicadas (goniotomia, trabeculoplastiatrabeculectomia) ou até implantes de prótese de drenagem do humor aquoso, dependendo da gravidade do problema.

O glaucoma congênito representa 20% dos casos de cegueira infantil, por isso recomenda-se que logo nos primeiros meses de vida os pais ou familiares levem a criança ao oftalmologista caso percebam algum dos sinais ou tenham pelo menos 50% de histórico familiar.

Sinais e sintomas

Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), o glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo e o grande desafio de enfrentar esta doença é o fato de que ela não apresenta sintomas na fase inicial. Por isso é recomendado que inclua a visita ao oftalmologista nos exames de rotina, pois a qualquer sinal de problemas na visão, poderá ser tarde demais.

Glaucomas mais comuns não causam sintomas, mas quando estes ocorrem, geralmente são caracterizados por:

  • Dor intensa nos olhos e ao redor deles;
  • Dor de cabeça;
  • Vermelhidão no olho;
  • Dificuldade de enxergar no escuro;
  • Náusea e vômito;
  • Aumento da pupila ou do tamanho dos olhos;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Começa a enxergar arcos em volta das luzes;
  • Redução do campo de visão ou visão tubular.

Glaucoma tem cura? Tratamentos

Infelizmente glaucoma não tem cura, mas existem tratamentos que variam de acordo com a gravidade do caso e até cirurgias para corrigir o problema:

  • Glaucoma de ângulo aberto ou crônico – O tratamento é feito com a prescrição de colírios e se não resolver o problema, o médico poderá indicar também medicamentos diuréticos para ajudar a diminuir a pressão nos olhos.
  • Glaucoma de ângulo fechado ou agudo – Devido ao bloqueio total na circulação do humor aquoso, o tratamento com colírios nesse caso não resolve. Portanto, é indicada a realização de uma cirurgia a laser para drenar o líquido em excesso dos olhos. Muitas vezes também é necessário realizar outra cirurgia para resolver o problema da visão embaçada.
  • Glaucoma congênito – Neste caso é necessário fazer cirurgia. Inicialmente o médico prescreve colírios para baixar a pressão dos olhos para depois realizar as cirurgias, pois como também é um caso de glaucoma agudo, o líquido não consegue sair e a cirurgia é feita para desobstruir o canal por onde passa o líquido e fazer a drenagem.
  • Glaucoma secundário – Para este tipo em que o glaucoma ocorre devido a traumas ou em decorrência de alguma doença, é necessário avaliar o caso, pois pode ser tanto crônico quanto agudo utilizando-se então as indicações dos respectivos tratamentos de acordo com cada um.

Outras recomendações importantes!

A pressão intraocular não é a única causa do glaucoma, mas é muito importante que ela esteja controlada. Por isso, fique de olho (literalmente) nos sintomas indicados acima e consulte um oftalmologista periodicamente mesmo que não sinta nenhum incômodo nos olhos.

Atualmente utilizamos muito as telas dos computadores, tablets e celulares que emitem um tipo de luz (azul) que com o passar do tempo pode danificar a visão.

Devido ao tempo que passamos com os olhos “grudados” nestas telinhas, tendemos a piscar menos fazendo com que a lubrificação das vistas fique comprometida. Por isso, sempre que puder faça pequenos intervalos, se possível de uma em uma hora. Se não puder se levantar, desvie um pouco o olhar ou feche os olhos por alguns instantes para “descansá-los”.

Caso faça uso de colírios, pergunte ao seu oftalmologista se é o mais recomendado para limpeza e lubrificação. O ideal é que utilize um colírio indicado por ele, sem componentes químicos na fórmula. Seu médico poderá indicar os melhores procedimentos para cuidar desse dom tão precioso que é a sua visão!

Fonte: Green Me

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