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Exame de sangue pode detectar artrose antes de aparecerem os sintomas

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artrose

Artrose é o tipo de reumatismo mais comum, representando cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia

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Um simples exame de sangue poderá ser capaz de detectar osteoartrite dois anos antes de qualquer sintoma da doença se manifestar. Pesquisadores da Universidade de Liège, na Belgica, e da Universidade de Warwick, no Reino Unido, acreditam que o teste que identifica a artrose , como também é conhecida a condição, pode ser lançado em 2020.

O mais interessante, segundo os desenvolvedores do exame, é que, com apenas uma única gota de sangue, será possível revelar o diagnóstico de artrose com 98% de exatidão.

Isso porque a partir deste material, será analisado a quantidade de um fragmento de proteína liberado na corrente sanguínea por dano articular.

Há três anos as duas instituições encontraram, pela primeira vez, a proteína glicosepane em pessoas com artrose e concluíram que ela era liberada no sangue quando as articulações começam a ser danificadas pela artrose.

Agora, um novo estudo comparando 66 pacientes com osteoartrite com 29 pessoas saudáveis ​​descobriu que os níveis de glucosepane são 38% mais altos entre os que estão nos estágios iniciais da doença. A proteína é seis vezes maior em quem tem osteoartrite severa.

Para Naila Rabbani, da Universidade de Warwick Medical School, o estudo é “bastante promissor”. “Este teste pode identificar a artrose dois anos antes de qualquer sintoma e três a quatro anos antes da dor grave”, revelou. O próximo passo é testá-lo em um número maior de pacientes.

A artrose é a mais frequente entre os reumatismos, representando cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

A doença articular degenerativa desgasta o tecido flexível nas extremidades dos ossos e atinge mais de um em cada quatro adultos em todo o mundo. E, apesar de não ter cura, medicamentospodem ajudar a aliviar os sintomas – que pioram progressivamente com o tempo.

Muitas vezes, a condição é diagnosticada em um estágio tão tardio que a única solução é a substituição de quadril ou joelho.

Contudo, o teste pode ajudar as pessoas a identificar a doença precocemente, para que possam fazer mudanças no estilo de vida, como perder peso ou fazer exercícios, a fim de tentar evitar os sintomas debilitantes mais tarde.

Impacto na qualidade de vida

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A partir dos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica de artrose

Mesmo com alguns tratamentos disponíveis, é possível que a osteoartrite cause certas limitações ao paciente. Por ser uma condição que provoca o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos e que danifica outros componentes articulares, a doença é conhecida por ser a quarta enfermidade que mais reduz a qualidade de vida para cada ano vivido, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os prejuízos causados pela artrose podem desgastar a cartilagem articular, que promove o deslizamento sem atrito entre as extremidades ósseas durantes os movimentos. Sendo assim, danos causados pela condição podem gerar dor, inchaço e limitação funcional, principalmente nas juntas das mãos, coluna, joelhos e quadris.

Para se ter ideia do quão debilitante a enfermidade pode ser, a Sociedade Brasileira de Reumatologia ressalta que, a partir de dados da previdência social no Brasil, é possível perceber que 7,5% dos afastamentos do trabalho são causados pela doença, que é a segunda entre as que justificam o auxílio-inicial.

A SBR afirma também que a condição não é tão comum antes dos 40 anos, mas passa a ser frequente após os 60 anos. A partir dos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30% a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias reclamam de dor crônica, conforme informa a organização.

Tratamentos da artrose

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O tratamento de artrose pode ser feito com analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroides até narcóticos

Para aliviar os sintomas da condição, muitos médicos indicam a utilização de medicamentos que podem ir desde analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroides até narcóticos como tratamento da artrose .

Os analgésicos simples podem minimizar a dor em pessoas com graus leves e moderados de dor da doença. No entanto, o uso dessas drogas não interfere na inflamação.

Já os anti-inflamatórios podem diminuir a inflamação, além de aliviar a dor. Mas nem todo mundo consegue ter uma resposta positiva e que valha à pena aos fármacos desse grupo. Por causar muitos efeitos colaterais, como dor de estômago, zumbido nos ouvidos, problemas cardiovasculares, lesões no fígado e nos rins, a adaptação não é muito popular. Em idosos os riscos de complicações aumenta.

Algumas terapias são recomendadas para fortalecer os músculos que conectam os ossos afetados, como fisioterapia e terapia ocupacional. A prática de exercícios tem exatamente essa função e, com a prática, a amplitude do movimento é maior e a dor menor. Com um terapeuta ocupacional é possível aprender outras maneiras de realizar tarefas de simples, feitas anteriormente sem sofrimento, de maneira que as articulações já dolorosas não fiquem estressadas.

Quando esses tipos de práticas não funcionam, é possível partir para infiltrações, como injeções de cortisona, que aliviam a dor articular. Nesse caso, a área em torno da articulação é anestesiada e, em seguida, uma agulha perfura a articulação e injeta a medicação. No entanto, essa técnica é limitada, pois pode agravar lesões articulares ao longo do tempo.

Injeções de ácido hialurônico também são indicadas no alívio da dor, fornecendo amortecimento em sua articulação. Esses agentes são semelhantes a componentes encontrados normalmente em seu líquido articular.

Há também quem opte por procedimentos cirúrgicos. O realinhamento dos ossos pode ser útil para alinhar o membro afetado por meio de um corte no osso, assim, a dor pode diminuir, já que o peso do corpo é deslocado para longe da parte desgastada.

Em alguns casos é possível que haja a substituição da articulação, que é quando o cirurgião remove as superfícies articulares danificadas e as substitui por próteses. O procedimento de cirurgia deartrose é mais comum nos quadris e joelhos.

Fonte: Folha Acadêmica

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/02/15/profarma-specialty-busca-ampliacao-nas-regioes-norte-nordeste-e-sul/

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