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10 mil mortos por Covid-19 no RJ: pico de óbitos em abril e redução em maio

A evolução da pandemia de Covid-19 no Rio de Janeiro até chegar aos 10 mil mortos teve seu período crítico a partir do fim de abril e começou uma desaceleração já no mês de maio. O G1 ouviu especialistas que analisaram a trajetória da disseminação da doença no estado, o panorama atual e conversou com parentes de vítimas, que aproveitaram o marco para deixar homenagens.

O estado ultrapassou a marca de 10 mil pessoas mortas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nesta terça-feira (30), pouco mais de três meses depois de registrar seu primeiro óbito. (Veja o infográfico a seguir)

A primeira vítima foi registrada no dia 17 de março, o anúncio foi realizado dois dias após o resultado do exame médico. No dia 30 de abril, foi apontado o recorde de pessoas mortas em um único dia, foram 248 óbitos em 24 horas.

Especialistas ouvidos pelo G1 explicaram que múltiplos fatores podem ter influenciado para o número alto de mortes no fim de abril. Entre eles, estão a qualidade do sistema de saúde na época e o período de maior incidência de doenças respiratórias.

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Veja avanço da Covid-19 no RJ — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

O infectologista Fernando Chapermann afirmou que a capacidade e qualidade do sistema de Saúde do estado pode ter impactado significativamente para o número de mortes em pouco tempo. Segundo ele, é preciso analisar detalhes dos óbitos, como período de internação do paciente, além do número final de mortes

“No final de abril e início de maio, a gente teve uma explosão no número de mortes. Pode ser que tenha ligação com o número de leitos disponível. Quando abriram novas vagas em hospitais de campanha? Havia leitos com respiradores? As mortes aconteceram nas UPAs? Tem que se analisar a qualidade do sistema de saúde na época”, disse Chapermann.

“No final de abril e início de maio, a gente teve uma explosão no número de mortes. Pode ser que tenha ligação com o número de leitos disponível. Quando abriram novas vagas em hospitais de campanha? Havia leitos com respiradores? As mortes aconteceram nas UPAs? Tem que se analisar a qualidade do sistema de saúde na época”, disse Chapermann.

Especialista no tema, a infectologista Mariana Cypreste lembrou ainda que o alto número de óbitos no período pode ter tido a influência da incidência de doenças respiratórias.

“Você acaba tendo pico também em abril por causa de uma maior incidência de doenças respiratórias de uma maneira geral”, disse Cypreste.

Diante das medidas de flexibilização adotadas pelo estado e pela capital fluminense, especialistas ouvidos pelo RJ2 não sabem exatamente o que pode acontecer nas próximas semanas.

A principal dúvida nos principais centros de pesquisa do Rio é para saber em que ponto da pandemia o Rio de Janeiro se encontra.

“O momento agora é do piloto querendo aterrissar com o avião, mas sem visibilidade nenhuma e operando por instrumento. Então tem que ser uma descida muito cuidadosa, monitorando sempre de perto o que está acontecendo, adequando as medidas aos novos números, às novas informações que vão chegando aos poucos”, comentou o pesquisador Marcelo Medeiros.

Se os óbitos fossem contabilizados a cada 1 mil registros, é possível observar que a “velocidade” do novo coronavírus (Sars-Cov-2) atingiu o ápice há dois meses. A doença fez cerca de mil vítimas no Rio de Janeiro em apenas 4 dias.

Apesar disso, em junho foram contabilizadas quase mil mortes em um intervalo de 23 dias, o segundo maior desde o início da pandemia. Ou seja, há uma desaceleração dos óbitos apesar da marca de 10.080 vítimas fatais já registradas.

Os especialistas explicam a transmissão do vírus diminui a partir de medidas de prevenção, como uso de máscara, e adoção de regras de distanciamento. Com isso, o número de óbito vai diminuindo por consequência.

“Os números vão crescendo em progressão geométrica, como é possível observar, e, no meio do caminho, a gente começa a ter o isolamento. Quando você passa a ter o isolamento, você passa a ter um pouco a redução da propagação do vírus. E quando você diminui a propagação do vírus, consequentemente, você tem menos pessoas doentes e menos pessoas doentes graves, e aí o número de óbitos também reduz”, disse Mariana Cypreste.

“A gente está esperando cerca de 3 milhões de infectados no Rio de Janeiro. Desde fevereiro, no início da pandemia, a gente estava esperando de 10 a 15 mil mortos, mas eu acho que vai dar uma estagnada a partir de agora”, afirmou Fernando Chapermann.

Familiares fazem homenagem às vítimas

Após a dor da perda ficam as recordações. São lembranças felizes, cheias de saudades, que minimizam a tristeza de pessoas que perderam familiares para a Covid-19 no Rio de Janeiro. Por trás de cada uma das 10 mil vítimas da doença, uma história. Exemplos de garra, de vontade, coragem e alegria, que merecem ser contados, para que essas pessoas não sejam lembradas somente como números.

France Beatriz da Silva, 36 anos, jornalista

France partiu no dia 31 de maio deixando um bebê de apenas 3 meses. Morreu com o novo coronavírus logo após conquistar a sua maior e mais sonhada aventura: a maternidade. Sua mãe, Zenaide Bastos, conta que a trajetória da filha foi de muita coragem e persistência, e que a marca registrada de France era o sorriso, que contagiava a todos.

“A felicidade e a alegria eram a sua grande missão. Ela gostava de gente, unia corações, e conseguiu levar às pessoas todo seu amor, compaixão e igualdade”, declarou Zenaide.

Nide Najar Bazolli, 85 anos, aposentada

Nide era mãe-vó, como sua neta Ana Paula Bazolli gosta de definir. Ativa, muito presente na vida da família e com uma energia de dar inveja a qualquer pessoa. Vaidosa, Nide sonhava aparecer na televisão. Ela perdeu a luta contra a doença no dia 13 de junho.

“Dona do melhor rocambole, dona das minhas melhores lembranças, de todo meu amor. Ela é a jovem, a linda, a figura, a que eu amo pra sempre”, ressaltou Ana Paula.

“Dona do melhor rocambole, dona das minhas melhores lembranças, de todo meu amor. Ela é a jovem, a linda, a figura, a que eu amo pra sempre”, ressaltou Ana Paula.

Sérgio Sant’Anna, 78 anos, escritor considerado o ‘mestre dos contos’

A importância de Sérgio, na visão de sua irmã Sônia Sant’Anna, vai além da obra literária que ele deixou. Ela conta que ele se tornou inspiração para diversos profissionais e era um grande orgulho em sua vida.

“Nem sempre é fácil a gente avaliar a importância de uma pessoa, que a gente conhece desde a infância, como irmão. Depois, ao ouvir o que as pessoas e a crítica dizem dele, a gente conclui que a importância dele é muito maior do que o orgulha da irmã imaginava”, avalia Sônia Sant’Anna.

“Nem sempre é fácil a gente avaliar a importância de uma pessoa, que a gente conhece desde a infância, como irmão. Depois, ao ouvir o que as pessoas e a crítica dizem dele, a gente conclui que a importância dele é muito maior do que o orgulha da irmã imaginava”, avalia Sônia Sant’Anna.

Fonte: G1

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