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Cruz Verde amplia uso de toxina botulínica para tratar paralisia

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São Paulo – A Associação Cruz Verde, referência no atendimento de paralisia cerebral, vem tratando os pacientes, por meio de aplicações de toxina botulínica (Botox). Até então, o tratamento vem demonstrando bons resultados aos pacientes.

Uma das maneiras mais populares de utilização do botox, é para aplicação estética. Porém, a medicina brasileira vem utilizando desse meio para tratar essa, entre outras oito doenças, desde 1992, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Na Cruz Verde, o tratamento com botox começou a ser implementado em setembro de 2016, com o objetivo de atenuar os agravos motores da doença. Por conta das complicações da paralisia, os pacientes sofrem espasticidade – um distúrbio muscular que acarreta a limitação dos movimentos e propensão a deformidades dos membros. A toxina age no músculo, relaxando-o e aprimorando o controle motor, podendo auxiliar na realização de atividades, melhorar a higiene, diminuir os sintomas dolorosos e aumentar a autonomia.

Além disso, a toxina está sendo usada para sialorréia (excesso de saliva), contribuindo para diminuição do problema e de infecções. Até então, tanto uma finalidade, como a outra, já apresentaram resultados significativos, com 254 aplicações. Segundo a médica fisiatra da Cruz Verde, Mônica Calazans Cherpak, cerca de 95% de aplicações tiveram resultados positivos. Os outros 5% são de pacientes que precisariam aumentar a dose para ter melhor efeito.

Outras instituições como o Hospital São Paulo, AACD, Rede Lucy Montoro, Hospital das Clínicas e Santa Casa, também realizam o tratamento. Mônica ressalta que há uma diferença entre o tratamento da Associação, comparado aos demais. “Aqui começamos a aplicar as primeiras doses, também em adultos. Em geral se começa em criança”.

Ela explica o porquê de o adulto conseguir resultados com a aplicação. “A paralisia cerebral não é progressiva, mas deixa sequela. A criança se torna adulta e as dificuldades motoras continuam e podem piorar se não tratarmos.”

Ela explica que, atualmente os adultos com paralisia são mais longevos. “Antes adultos com paralisia morriam cedo, agora ficam mais idosos. Daí a importância da primeira aplicação.”

Beatriz Boturão

Fonte: DCI

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