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Cabeleireiro cria ‘Esponja Magic’ e vira sucesso em salões e barbearias do Rio

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“É mais do que um mero produto ou um negócio, é uma ferramenta de transformação e empoderamento da cultura e da beleza negra”. A afirmação, dita com a segurança de quem tem feito sucesso e crescido no mercado de beleza afro, é feita pelo empreendedor e cabeleireiro Paulo Roberto da Silva. Aos 32 anos, ele começa a colher os frutos de uma boa ideia que surgiu há dois anos e, hoje, é sucesso em Madureira, na Zona Norte do Rio, e tendência no mercado de beleza afro.

Criador da Esponja Magic, usada para penteados afros, o objeto é essencial para criar o efeito que ele chama de nudread, penteado que tem feito a cabeça de homens e mulheres. — A esponja deixa o cabelo estiloso, como se fosse um dread, porém com um efeito natural e superfácil de fazer — conta.

A ideia de usar uma esponja como instrumento de trabalho nasceu em 2015. Desde então, após usar até esponjas de cozinha para usar nos penteados, Paulo Roberto resolveu arriscar e empreender. Depois de muito estudo e observação, nasceu o objeto que hoje é referência em dezenas de barbearias e salões de beleza especializados em beleza afro. Atualmente, além da barbearia, que divide espaço com a própria loja para vender a esponja, que tem marca registrada, Paulo ainda precisa comandar a fábrica do produto, que produz cerca de 500 esponjas por semana.

— O uso da esponja para estilizar o cabelo afro já existia em outros países, mas era novidade e não existia no Brasil. Então resolvi começar com a esponja de cozinha e, em uma espécie de ”click”, decidi criar o meu próprio produto, com a cara do brasileiro. Hoje, além do salão, comando a fábrica. É com muito orgulho que vejo o produto fazendo sucesso, com vários salões e barbearias usando — diz.

A receita para o sucesso no empreendedorismo porém, não é apenas criatividade. Para especialistas, novidades precisam estar aliadas à observação, para que um nicho de mercado específico seja identificado com suas necessidades. A chave para manter o sucesso é sempre estar ligado a novas tendências — destaca Edgard Barki, coordenador do Centro de Empreendedorismo da Fundacão Getúlio Vargas (FGV).

ALÉM DAS BARBEARIAS

Mais do que nunca as pessoas estão preocupadas com a beleza, investindo na aparência. Tanto que disparou a quantidade de salões que oferecem serviços diferenciados, para além dos tradicionais barba, cabelo e bigode. Hoje, essas barbearias, chamadas de retrô, destacam-se no mercado com bares dentro do espaço, Dia do Noivo e outros tratamentos estéticos para os homens, como camuflagem de fios grisalhos, massagens e depilação.

Segundo dados da Hair Brasil, empresa especializa em produtos de beleza, atualmente esse mercado tem se reinventado para resgatar um público que antes estava sumido de salões e barbearias, especialmente os homens. Para isso, muitos negócios até promovem atrações dentro do salão, como transmissão de jogos de futebol, presença de engraxates, feijoadas e até exposições. Além disso, o mercado voltado para homens está em expansão.

— Nos últimos cinco anos, o segmento de produtos masculinos no Brasil cresceu 16%. Somos o segundo maior consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos — explica Jeferson Santos, diretor da empresa Hair Brasil.

DICAS PARA ENTRAR NA MERCADO DA BELEZA

ATENÇÂO

Identificar um nicho de mercado que precisa ser preenchido é o primeiro passo para empreender. Depois, é importante identificar as necessidades do público-alvo.

INOVAR

Criar produtos diferenciados, que atendam às necessidades do seu público, é extremamente importante. Para isso, você precisa estar atento ao mercado e se antecipar às novidades.

OPORTUNIDADE

O mercado de beleza está em constante crescimento, mesmo diante da crise. Isso se deve porque o brasileiro é muito ligado a questões estéticas. Aliar essa demanda ao investimento inicial no setor, que não é muito alto, pode ser a receita do sucesso.

DINHEIRO

O empreendedor precisa saber que o investimento em salões de beleza ou barbearias não é muito alto no início. Por isso, é preciso identificar um bom espaço e buscar ferramentas de trabalho mais em conta no mercado. Hoje, a variedade de marcas dá a oportunidade de conseguir bons preços para começar o negócio.

PERSPECTIVA

Estima-se que, para começar um negócio pequeno no setor, seja necessário um investimento inicial de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Porém, esse custo pode cair se o negócio começar em casa, por exemplo, ou se o atendimento for a domicílio no início, opção de muitos que começam no ramo.

PROFISSIONAL

Vale lembrar que serviços de qualidade geram propaganda positiva, o que é muito importante para quem está começando um negócio.

Fonte: O Globo

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