fbpx

Para brasileiros, má postura é principal causa de dor na coluna

279
A universitária Suellen Alentejo, 28, sofre com dores por causa de má postura

As dores nas costas e musculares atingem oito em cada dez pessoas no mundo todo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das principais causas apontadas pelos especialistas é a má postura. Essa também é a opinião da maior parte dos brasileiros. Uma pesquisa chamada “A Dor no Cotidiano”, promovida pela Advil, em parceria com o Ibope, entrevistou 1.954 brasileiros e descobriu que 58% deles acreditam que a posição inadequada causa dor nas costas, enquanto que 38% apontam-na como motivo de dores musculares.

De acordo com o médico Irimar de Paula Posso, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), algumas origens do problema são o uso abusivo de smartphone, o travesseiro inadequado, dormir de bruços, a tensão, as questões emocionais ou as horas sentado em frente ao computador.

Juntos ou isolados, esses fatores ocasionam forte pressão na região do pescoço e nos músculos, acarretando dores constantes e/ou agudas. São atitudes que trazem sequelas graves e que, se não tratadas, podem atingir até a coluna cervical e causar sérios problemas ergonômicos.

Posso ainda alerta que não há faixa etária que escape. E o tempo também é fator determinante para o desenvolvimento desses incômodos. “Eles podem demorar a aparecer. Mas, de dores sazonais, tornam-se crônicas, com a sobrecarga nas vértebras, e ocasionam uma eventual artrose precoce ou hérnia de disco”, explica.

Mas há o lado bom do tempo também. Adotar atitudes simples como rotina pode prevenir as dores nas costas e musculares e até mesmo reverter um quadro já estabelecido.

Antes de qualquer atitude, no entanto, é recomendada a avaliação de um especialista para evitar danos à saúde, afirma o ortopedista Leonardo Sillúzio, diretor da Sociedade Brasileira da Coluna. “Até uma simples caminhada exige que sejam levados em conta o perfil e o histórico para saber se aquela atividade vai ajudar ou não”, diz.

Tratamento. Sillúzio diz que a melhor arma para combater as dores continua sendo a prevenção. “Seria ótimo se as pessoas começassem a se preocupar antes de o problema aparecer. Adotar uma postura correta ao sentar ou deitar, não ficar na mesma posição por muito tempo, sair do sedentarismo e procurar sempre se movimentar”, cita exemplos.

As terapias são feitas, muitas vezes, em conjunto por ortopedistas, fisioterapeutas e professores de educação física e com uso de remédios e relaxantes musculares.

Sillúzio esclarece que o mesmo vale para quem já tem alguma dor incomodando. “Apenas em último caso nós recomendamos uma intervenção cirúrgica”, explica o médico.

Lesão. Devido a alguns fatores como a má postura, a universitária Suellen Alentejo, 28, desenvolveu escoliose. Ela sente dores constantemente nas regiões lombar e cervical.

“Já deixei de ir para a faculdade e de trabalhar. É um sofrimentos desde os 23 anos”, conta. A jovem deve iniciar o tratamento após a realização de ressonância nos próximos dias.

Frase. “Temos muitos jovens que, por causa da má postura, apresentam dores musculares e nas costas comuns na terceira idade. Isso deve se agravar seriamente nos próximos dez anos”, diz o médico Irimar de Paula Posso.

Doença é a que mais afasta os trabalhadores

Segundo o ranking de auxílios-doença concedidos pelo INSS, a dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias. Em 2016, 116.371 pessoas tiveram de se ausentar do emprego por, no mínimo, duas semanas em razão dessa enfermidade. O número representa 4,71% de todos os afastamentos.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que o principal local desses casos é o setor público, onde as pessoas realizam funções repetitivas.

Fonte: O Tempo Online

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar

Política de privacidade e cookies