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O homem e a importância do autocuidado

A Campanha Novembro Azul está encerrando-se, mas é fundamental que os homens continuem, no seu dia a dia preocupados com sua saúde e tirar da cabeça que procurar um médico é coisa de outro mundo, principalmente para consultas relativas à próstata, seja por medo, preconceito, desconforto ou vergonha.

Campanhas como essa têm apresentado êxito, pois muitos homens estão tendo mais consciência da importância de se cuidar, especialmente no caso do câncer de próstata, que é uma neoplasia mais comum entre o público masculino. De acordo com projeções do Instituto Nacional de Câncer para 2016/2017 são 61.200 novos casos da doença.

Pelo menos um em sete homens será diagnosticado com câncer de próstata durante a vida, doença que a é terceira maior causa de morte para esse gênero. A próstata é uma glândula pequena (em formato de noz) localizada logo abaixo da bexiga e responsável pela produção do sêmen.

Uma informação que deve ser levada em conta, uma espécie de alerta da Sociedade Brasileira de Urologia de Pernambuco, é que a doença mais comum da próstata não é o câncer, e sim a Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB), que pode atingir até 80% dos homens com mais de 50 anos, cerca de 14 milhões de brasileiros.

A ocorrência da HPB pode causar crescimento anormal da próstata, o que pode comprimir a bexiga e obstruir a uretra, prejudicando o fluxo normal da urina e afetando a qualidade de vida do paciente.

O problema acaba por alarmar os pacientes, de acordo com o urologista Gustavo Wanderley, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de Pernambuco, pensando que pode se tratar de câncer. No entanto, apesar do susto, é uma doença que tem tratamento por medicamentos e em último caso, cirúrgico, procedimento em que já se dispõe de intervenções pouco invasivas, como a utilização de laser, minimizando riscos, reduzido o tempo de internação e recuperação quando comparado à cirurgia tradicional.

Mas, o que vale mesmo é prevenção. É o homem ter consciência da importância de procurar um serviço de saúde e fazer exames periódicos, para o diagnóstico precoce de alguma doença ou mesmo prevenir o surgimento.

Diferentemente das mulheres, que tem mais preocupação em ir ao médico e o fazem diversas vezes ao ano, os homens só procuram um especialista quando sente dor, ou seja, vão por conta do susto, e ainda assim reclamando que não necessitam de cuidados de um profissional de saúde. Pior é quando descobrem que estão com problemas em estágio avançado e poderiam ter evitado essa situação.

As estatísticas mostram que os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres e entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares e infartos. Não por acaso, o Ministério da Saúde começou a desenvolver um trabalho mais efetivo para a saúde masculina, tendo implementado em 2009 a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.

Portanto, é fundamental, que essa política seja realmente implementada em sua totalidade e que o homem compreenda que não é super herói, que precisa do autocuidado.

Fonte: O Estado

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