fbpx

Anvisa aprova vacinação em farmácias

2.334

Uma das grandes bandeiras do varejo farmacêutico brasileiro tornou-se realidade nesta terça-feira, dia 12. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a resolução que permite a qualquer estabelecimento de saúde ministrar a vacinação, o que abrange farmácias e drogarias. O regulamento será publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União.

A norma contribui para ampliar o potencial transformador das vacinas para a saúde brasileira, pois habilitaria que cerca de 74 mil farmácias se credenciassem a realizar o serviço, mais que o triplo da oferta atual. As farmácias e drogarias terão de atender a uma série de requisitos (confira lista no fim da reportagem), e as vigilâncias sanitárias das secretarias estaduais e municipais de saúde poderão exercer a fiscalização.

A regulamentação até o fim deste ano já havia sido projetada pelo diretor-presidente da agência, Jarbas Barbosa Junior, durante o fórum Abrafarma Future Trends, promovido em agosto na capital paulista. “Quanto mais oportunidades de acesso houver, mais contribuições daremos à saúde pública no Brasil”, destacou à época. A decisão vai ao encontro de estudo do Ibope Inteligência encomendado pela Abrafarma. A pesquisa revelou que mais da metade da população – 52% – aprova a imunização em farmácias e drogarias.

Lista de requisitos para farmácias e drogarias ministrarem a vacinação:

  • Licenciamento e inscrição do serviço no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)
  • Afixação do Calendário Nacional de Vacinação, com a indicação das vacinas disponibilizadas
  • Responsável técnico
  • Profissional legalmente habilitado para a atividade de vacinação
  • Capacitação permanente dos profissionais
  • Instalações físicas adequadas, com observação da RDC 50/2002 e mais alguns itens obrigatórios a exemplo do equipamento de refrigeração exclusivo para a guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima
  • Procedimentos de transporte para preservar a qualidade e a integridade das vacinas
  • Procedimentos para o encaminhamento e atendimento imediato às intercorrências
  • Registro das informações no cartão de vacinação e no Sistema do Ministério da Saúde
  • Registro das notificações de eventos adversos pós vacinação e de ocorrência de erros no Sistema da Anvisa
  • Possibilidade de vacinação extramuros por serviços provados
  • Possibilidade de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP)

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar

Política de privacidade e cookies