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Novartis ampliaria revisão de genéricos nos EUA

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(Bloomberg) — A Novartis está ampliando uma revisão de seu negócio de genéricos nos Estados Unidos, disseram pessoas a par do assunto, medida que pode levar a mais desinvestimentos em sua unidade Sandoz, além de uma potencial venda da divisão de tratamentos para cuidados da pele.

A farmacêutica suíça pode se desfazer dos tratamentos orais, menos lucrativos, que enfrentam uma competição acirrada, assim como dos anti-infecciosos, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas porque os planos são confidenciais. Os potenciais desinvestimentos podem ajudar a Novartis, com sede na Basileia, a embolsar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, disseram as fontes.

A Novartis está interessada em manter tratamentos mais lucrativos nas divisões de medicamentos respiratórios, biológicos e injetáveis controladas pela Sandoz, segundo as fontes. Nenhuma decisão final foi tomada ainda e a Novartis pode optar por não vender nenhum ativo ou demorar o processo, disseram as pessoas.

Um porta-voz da Novartis não quis comentar se a empresa está ampliando a revisão de seu negócio de genéricos. Ele reiterou que a companhia revisa seu portfólio constantemente e considera vender ou suspender a fabricação de “produtos não essenciais”, acrescentando que os EUA ainda são um mercado muito importante para a Sandoz.

A farmacêutica suíça havia considerado anteriormente a venda do negócio de produtos dermatológicos genéricos, que poderia ser avaliado em até US$ 1,5 bilhão e atrair interesse tanto de firmas de private equity quanto de outras empresas de assistência médica, disseram pessoas a par do assunto.

A Novartis busca reduzir o peso de seus ativos menos lucrativos e se concentrar em áreas em expansão de suas divisões. Fabricantes de genéricos como a Sandoz e a Teva Pharmaceutical Industries, de Israel, enfrentaram dificuldades nos EUA, o maior mercado mundial em consumo de remédios, em meio à competição por novos tratamentos genéricos e à crescente pressão dos preços. A Novartis está apostando nos chamados biossimilares, que são versões simplificadas de medicamentos biológicos mais complicados com base em organismos vivos, para reforçar o crescimento da Sandoz.

A gigante suíça está prestes a mudar o comando, com o diretor médico Vas Narasimhan escalado para assumir a presidência a partir de fevereiro. Enquanto isso, a Novartis, que tem buscado ativos para fortalecer seu negócio em áreas como câncer e doença cardiovascular, fechou a compra da Advanced Accelerator Applications em outubro por US$ 3,9 bilhões em dinheiro, incorporando uma empresa de radiofármacos, cujos medicamentos são usados para diagnosticar e tratar doenças.

Fonte: UOL

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