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Marcas próprias garantem preços até 47% mais baixos

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Marcela Sorosini e Paulo Assad

Os produtos de marcas próprias, ou seja, vendidos com exclusividade por um determinado supermercado ou outra rede varejista, ganham cada vez mais espaço nas casas brasileiras. Só no ano passado, esses artigos alcançaram 32,8 milhões de lares, um a alta de 68% desde 2010, segundo a Kantar Worldpanel, empresa especializada em comportamento de consumo. De olho nesse segmento, até farmácias apostam em itens exclusivos, que costumam ser de 5% a 30% mais baratos do que de outras empresas.

A RD, empresa que administra as redes de farmácias Droga Raia e Drogasil, acaba de lançar a quarta marca própria, a Nutrigood, focada em alimentos funcionais. Entre os artigos que já eram comercializados, lenços umedecidos, demaquilantes e autobronzeador estão entre os mais procurados. No caso de lenços demaquilantes, a economia para o cliente chega a 47%: o pacote da marca exclusiva custa R$ 11,58 e da marca mais famosa, R$ 21,90.

— Percebemos que os clientes entram em nossas lojas não apenas mais pensando em comprar remédio, mas também buscando bem-estar e qualidade de vida — afirma o vice-presidente de Planejamento e RI, da RD, Eugênio De Zagottis.

A Nossa Drogaria também possui duas marcas exclusivas, Ammore e Uni-duni.

Assim como a RD, a rede Mundo Verde aproveitou uma demanda dos clientes por itens saudáveis. Hoje, são duas linhas de produtos que vendem mais de 150 artigos de alimentação e suplementação. Em 2017, o faturamento cresceu 14% em relação ao ano anterior. No segundo semestre, outra linha chega às prateleiras.

— O óleo de coco é queridinho, o mais vendido, porque tem 1001 utilidades, desde uso na cozinha até para fazer hidratação no cabelo — destaca a diretora de operações, Daniela Heldt.

Na Lojas Americanas e Grupo GPA, controlador das redes Extra e Pão de Açúcar, as marcas próprias também são diferenciais. Na primeira, são 16 marcas vendendo cerca de 8 mil produtos, desde roupas a itens para pets. Já nos supermercados são cinco marcas exclusivas, que totalizam quase 4 mil artigos.

Cerca de 5% dos itens vendidos no Brasil são de marcas exclusivas

Funcionária de uma empresa de auditoria, Ceres Mussich, de 29 anos, não tem problema em comprar produtos de marca própria.

— Gosto e compro com regularidade, pois são produtos de boa qualidade.

Simone Viera, de 42, também tem o hábito.

— Compro e testo. Se eu gostar, compro de novo. Aqui no Brasil as pessoas ficam com medo, receosas, de comprar esses produtos de marca própria. Mas no exterior é bem comum — explica a advogada.

A percepção da consumidora é correta. No Brasil, a participação de mercado das marcas próprias é em torno de 4,5 a 5%, segundo os dados da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO). Nos Estados Unidos e França, alcance é de 20% e, na Inglaterra, 42% de tudo que é vendido, segundo o consultor de varejo Marco Quintarelli, especialista em marcas própria.

— Em quatro ou cinco anos, a expectativa é que chegue a 10% no Brasil. É um caminho sem volta, porque o consumidor se acostuma com preços mais acessíveis e qualidade. O boca a boca e a degustação são as formas de difundir a marca própria, como o cliente experimenta, é um setor que cresce consolidado.

Conheça alguns rótulos

Lojas Americanas

Basic+ (vestuário); Basic+ Care (higiene e beleza); Brink+ (brinquedos); Casual Home (casa e decoração); Christmas Traditions (Natal); Classic Home (utilidades domésticas); D’elicce (bomboniere); Dental Clear (higiene e beleza); Home Basics (cama, mesa e banho); Leven (alimentos); Office Basics (papelaria); Pet Star (pet); School Basics (papelaria); Strong Tools (ferramentas); TMV (produtos eletrônicos) e F+ (vestuário).

GPA

Qualitá (alimentos e limpeza); Taeq (alimentação saudável), Finlandek (casa e decoração), Casino (itens gourmet) Club de Seommeliers (vinhos).

Mundo Verde

Tem as marcas Mundo Verde Seleção, focada em alimentos, e Elixir, de suplementos.

Nossa Drogaria

Marca Ammore (higiene) e Uni-duni (infantis).

RD

Needs (cuidados pessoais); B-Well (suplementos); TRISS (cabelo e maquiagem); e a Nutrigood (alimentos saudáveis).

Fonte: Jornal Extra

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