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HC recruta voluntários para primeiros testes da vacina contra a zika no Brasil

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A infecção pelo vírus  zika continua a ser um importante problema de saúde pública. O desenvolvimento de estratégias para prevenir a transmissão da doença é fundamental para reduzir as complicações da doença, principalmente problemas neurológicos e defeitos congênitos em mães que contraem a doença durante a gravidez. Uma vacina eficaz que previne a infecção pelo vírus poderá ser a principal forma de combater a epidemia.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está recrutando voluntários para testar vacina contra o zika desenvolvida pelo Centro de Pesquisas de Vacinas (VRC), do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. O objetivo é avaliar a segurança e a eficácia da vacina. O estudo, que terá duração de dois anos, vai comparar se a vacina induz resposta imune contra o vírus Zika e se protege contra a doença.

Os voluntários vão receber três doses da vacina nos primeiros dois meses de estudo. No entanto, metade dos voluntários receberá vacina e metade placebo, de forma aleatória (randômica), sem que ninguém saiba o que recebeu até o final do estudo.

O estudo ocorrerá simultaneamente em 21 centros de pesquisa espalhados pelos Estados Unidos, América Central e América do Sul. No Brasil, além do HCFMUSP, que pretende acompanhar 120 voluntários, a vacina também será testada na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O estudo foi aprovado por todos as instâncias brasileiras, que incluem, entre outros, o Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da FMUSP, a CONEP e a ANVISA, ambos do Ministério da Saúde.

Voluntários

A participação de voluntários é essencial no desenvolvimento de pesquisas que contribuem para o combate de doenças como a Zika, que podem provocar incapacitação e morte. Ao todo, o estudo pretende contar com a colaboração de 2.400 voluntários.

Podem ser inscrever como voluntários pessoas de ambos os sexos, com idade entre 15 e 35 anos, sadias e que não tenham tido Zika, residentes em área endêmicas ou potencialmente endêmicas (incluindo os moradores de São Paulo), com disponibilidade para participar do estudo durante dois anos. As mulheres devem concordar em não engravidar durante esse período.

Os aprovados na triagem serão acompanhados no Centro de Pesquisa Clínica do Hospital das Clínicas durante o prazo do estudo. Os voluntários não receberão pagamento por sua participação (a legislação brasileira não permite), mas serão ressarcidos dos gastos com transporte e alimentação nos dias de consulta.

Quem tiver interesse pode fazer o cadastro por meio do telefone 2661-7214, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Fonte: Diário Regional

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