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A transformação digital das farmácias já começou

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Seis milhões de portugueses estão online mas somos os que mais compramos beleza em sites estrangeiros. A divisão de Cosmética Activa da L’Oréal juntou as farmácias de todo o país e falou em digital.

Quando se fala em farmácias do futuro, o que imagina? Um espaço ao género da ficção científica ou viagens a Marte para ir a um spa espacial? Na verdade, a transformação das farmácias não está a uma distância de anos-luz mas sim aqui à sua frente e a acontecer agora mesmo no momento em que está a ler. Num mundo em constante transformação, o canal digital não está a chegar. Já chegou.

É cada vez mais a chave para negócios sustentáveis de sucesso.

Mas sendo um conceito tão tradicional e de venda focada na relação farmacêutico-cliente, como poderão as farmácias adaptar-se a esta realidade em que a única constante é a mudança? Segundo o estudo da Bareme Internet lançado pela Marktest, existem hoje quase seis milhões de pessoas conectadas à Internet em Portugal, representando mais de metade da população portuguesa. Além disso, o canal e-commerce tem hoje um forte potencial de crescimento: 34% dos portugueses já comprou pelo menos um produto de beleza online no último ano e 55% está a comprar em sites estrangeiros. Somos mesmo o país europeu que mais compra beleza fora, pelo que urge a necessidade de dotar os nossos negócios de ferramentas para conquistar o consumidor português.

Este foi o mote que levou a divisão de Cosmética Activa da L’Oréal Portugal a realizar o PHARahead Summit que juntou oradores de renome que partilharam o seu conhecimento e expertise sobre o digital. Enquanto parceiro  das farmácias, o objectivo foi sensibilizar as farmácias portuguesas para a utilização de novas ferramentas digitais e tecnológicas, acelerando oportunidades de negócios.

O “web summit” das farmácias

Sandro Cardoso, Director Geral da Divisão de Cosmética Activa disse ao Observador que esta ideia de juntar vários experts em digital num só lugar nasceu da vontade em acelerar o processo de inovação das farmácias, sensibilizando-as para uma realidade que não vai abrandar. “Hoje não existe um perfil de consumo por canal de retalho específico, mas sim um consumidor multicanal, muito mais informado, muito mais exigente. E é fundamental que o circuito de farmácias reforce o seu papel educacional no eixo de saúde e beleza. Em Portugal, 75% da população acede à Internet pelo que o PHARahead Summit teve como objectivo colocar o tema da transformação digital no centro das conversações.”

A Cosmética Activa (que detém as marcas Vichy, La Roche-Posay, Skinceuticals, Roger & Gallet e a nova CeraVe) tem sido um parceiro das farmácias há mais de quarenta anos. E o objectivo tem sido sempre o mesmo: melhorar a saúde e o bem-estar dos portugueses e desenvolver serviços inovadores e eficazes, recomendados por profissionais de saúde. Se os consumidores hoje estão no digital, Sandro Cardoso explica que pretendem ajudar as farmácias e as marcas a estarem mais próximas desse novo local de compra.

As farmácias tradicionais e as farmácias do futuro

Mónica Correia da Associação Nacional de Farmácias disse durante o summit que a concorrência entre pontos de venda já não se limita hoje a lojas físicas e períodos de abertura ao público. O consumidor hoje não escolhe lugar nem horas para comprar. E é aqui que as farmácias do futuro se têm de focar. “Há a parte em que as farmácias podem continuar a dar o lado profissional e de recomendação aos consumidores mas numa perspectiva mais digital e há a parte das pessoas que já quer comprar online e, por isso, há a importância das farmácias terem de se digitalizar”, acrescenta Mónica Serrano, CMO do grupo L’Óréal.

Fonte: Portal O Observador – Portugal

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