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Sepse: sintomas, tratamentos e causas

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Sepse, também conhecida como infecção generalizada ou septicemia, é uma condição de emergência de saúde potencialmente fatal. Ela acontece quando um quadro de infecção é agravado, fazendo com que o organismo não consiga controlá-lo.

A infecção pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração. As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pelo problema – cerca de 55% dos casos, segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse. Estima-se que aproximadamente 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e até 240 mil pessoas morrem anualmente.   Fatores de risco As condições de saúde mais associadas ao aparecimento de sepse são: · Pneumonia · Infecção abdominal · Infecção renal · Infecção da corrente sanguínea (bacteremia) O risco também é maior se o paciente: · Faz quimioterapia · Está com o estado de saúde geral comprometido, em geral internado em unidade de terapia intensiva (UTI) · Tem feridas ou lesões, como queimaduras · Esteja utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios. Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles: · Bebês prematuros · Crianças com menos de 1 ano · Idosos com mais de 65 anos · Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes · Usuários de álcool e/ou drogas · Portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como HIV positivo. MAS ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse. Sintomas de Sepse A sepse normalmente acontece quando uma infecção anterior (como uma infecção urinária) se agrava e espalha pelo corpo. Os principais sinais que devem levar o paciente ao hospital são: · Febre · Taquicardia ·Frequência cardíaca aumentada · Dificuldade para respirar ou frequência respiratória aumentada ·Pressão arterial baixa (hipotensão) · Menor quantidade de urina · Alterações neurológicas, que podem ser desde ansiedade e desorientação até confusão mental e perda de consciência. A infecção generalizada também pode ser agravada, causando a sepse grave ou choque séptico – que acontece quando há disfunção de um ou mais órgãos, acompanhada de uma pressão arterial extremamente baixa, que não volta à normalidade mesmo com a infusão de líquidos (soro). Buscando ajuda médica Na maioria dos casos a sepse ocorre em quem já está hospitalizado. Pessoas internadas na UTI são especialmente vulneráveis a desenvolver infecções que podem levar à sepse. Contudo, qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse. O tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada. Se um paciente pegar uma infecção ou desenvolver sinais de sepse após uma cirurgia, hospitalização ou infecção, é necessário procurar assistência médica imediatamente.

Diagnóstico de Sepse

O primeiro passo para o diagnóstico da sepse é reconhecer os sinais clínicos, como febre, aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão arterial. Depois disso, o diagnóstico geralmente é confirmado com um exame se sangue. Os exames de sangue que podem ser feitos incluem: · Gasometria arterial · Exames de função renal · Contagem de plaquetas · Contagem de leucócitos · Diferencial sanguíneo · Produtos de degradação da fibrina · Lactato · Culturas de bactérias. Dependendo dos sintomas e medicamentosque o paciente está tomando, podem ser feitos outros exames, como: · Exame de urina · Coleta de amostras de infecções e feridas · Análise de secreções respiratórias · Raio-x · Tomografia computadorizada · Ultrassonografia · Ressonância magnética. Tratamento de Sepse Alguns medicamentos usados no tratamento de sepse são: · Antibióticos · Medicações para elevar a pressão arterial · Baixas doses de corticosteroides · Insulina, para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estável · Uma cirurgia pode ser feita para remover as fontes de infecção caso existam, tais como abscessos. Quanto mais rápido for o diagnóstico e tratamento, melhores as chances de recuperação para o paciente. Pessoas com sepse grave e choque séptico requerem uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem ser necessárias medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas. Medicamentos para Sepse Os medicamentos mais usados para o tratamento de sepse são: · Bactrim · Ceftriaxona Dissódica · Ceftriaxona Sódica · Clocef · Cloridrato de Dopamina ·Clavulin. Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Complicações possíveis Dentre as complicações relacionadas à sepse, estão: · Alteração na coagulação do sangue · Problemas na irrigação dos órgãos vitais (cérebro, coração, rins) · Disfunções orgânicas graves · Morte. Expectativas Quanto mais rapidamente for realizado o diagnóstico e tratamento da sepse, melhores as expectativas para a condição geral do paciente. O inverso também é verdadeiro, fazendo com que o risco de morte aumente caso haja demora para o atendimento, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico debilitado ou com uma doença crônica.

Também é comum que pacientes com sepse tenham sequelas depois de finalizado o tratamento. Elas podem diminuir ou desaparecer com o tempo ou acompanhar a pessoa para o resto da vida. Tudo depende do estado geral do paciente antes do problema, da gravidade, tempo de internação e local em que ocorreu a infecção. Dentre as possíveis sequelas estão: ·Dificuldade de mobilidade (por perda de massa muscular) · Problemas de memória · Alterações cognitivas · Entre outros. Pacientes mais jovens tendem a se recuperar melhor destas sequelas do que pessoas com mais idade. Fisioterapia, nutrição adequada e acompanhamento psicológico são medidas que podem ajudar a pessoa a se recuperar melhor, inclusive das sequelas. Bebês e crianças novas e em idosos têm uma tendência maior a sofrer os efeitos mais graves da sepse. Segundo o Datasus, a infeção generalizada foi a maior causa de morte de crianças com menos de um ano entre os anos de 2011 e 2014 e a segunda maior em 2010. Em média, todos os anos, ela sozinha é responsável por 8,5% dos óbitos nesta faixa etária. Prevenção O risco de sepse pode ser reduzido, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções, inclusive hospitalares, que levam à sepse.Além disso, fazer o tratamento adequado de infecções que podem parecer simples, como uma infecção urinária ou gripe, pode ajudar a prevenir o seu agravamento e a sepse.

Ter uma vida saudável, com prática de atividades físicas, alimentação balanceada, sem cigarro e evitando o consumo de álcool ajuda na condição de saúde total do corpo, o que também pode ajudar a prevenir o agravamento de infecções e a sepse. Informações médicas: Marcelo Maia, médico intensivista e coordenador médico do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Luzia, em Brasília – CRM: 10161/DF. Decio Diament, infectologista e coordenador do Comitê Científico de Infecções em UTI da Sociedade Brasileira de Infectologia – CRM: 39049/SP. José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo – CRM: 61663/SP. Instituto Latino Americano da Sepse Levy MM, Dellinger RP, Townsend SR, et al; Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock: 2012. Crit Care Med February 2013, Volume 41 , Number 2.

Fonte: A Noticia

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