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Alimentos contaminados por bactérias podem levar até a morte

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Conheça os danos que as bactérias encontradas em produtos como o queijo e a água mineral divulgados pela Anvisa nesta terça-feira (10) causam à saúde

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização de lotes de chocolate, queijo e água mineral porque os alimentos estavam contaminados. O R7 conversou com especialistas. Veja a seguir o que cada tipo de contaminação pode causar à saúde.

Bactéria Listeria monocytogenes
Anvisa proibiu a venda e distribuição de dois lotes de queijo mussarela fatiado (065/8 e 066/8) e um lote de queijo mussarela em peça (053/5) da marca Santa Tereza, que pertence à empresa Laticínios Santa Tereza Eireli.

Depois de testes feitos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em amostras destes lotes, foi identificada a contaminação do produto pela bactéria Listeria monocytogenes.

Este microorganismo tem uma característica especial. Diferentemente de outras bactérias, esta é resistente às baixas temperaturas e pode ser encontrada em ambientes refrigerados, onde se multiplica facilmente.

De acordo com o químico industrial Anderson de Souza Sant’Ana, professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, essa bactéria é responsável por uma doença chamada listeriose, que tem uma taxa de mortalidade que varia entre 40% e 50%.

A listeriose é um tipo de infecção alimentar que pode ser extremamente grave em idosos, crianças e gestantes. Em gravidas, pode causar aborto, parto prematuro e infecções no recém-nascido.

Em pessoas que possuem o sistema imunológico fortalecido, os sintomas são os mesmos de uma infecção alimentar comum, como náuseas, vômito e diarreia.

“Em alguns casos, esta bactéria pode ir para o cérebro por meio da corrente sanguínea e causar outros problemas como dor de cabeça, tonturas e convulsões”, explica Sant’Ana.

A empresa foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

Bactéria Pseudomonas aeruginosa

Em relação à água mineral, foi proibida a venda e distribuição do lote 1702 com data de fabricação 13/09/2017 e data de validade 13/09/2018 da marca Santa Rita do Sapucaí, que pertence à empresa Fonte Azul indústria, Comércio e Empreendimentos Imobiliários Ltda.

O motivo foi a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microorganismo que gosta de ambientes úmidos.

Sant’Ana explica que, por ser um microorganismo capaz de criar resistência à antibióticos, essa bactéria é normalmente encontrada em ambientes hospitalares, principalmente em equipamentos de terapia respiratória, desinfetantes, pias e água destilada.

Fora do ambiente hospitalar, ela é comumente encontrada na água mineral em pouca quantidade. Mas, quando está em número acima do limite estipulado pelos órgãos reguladores, como a Anvisa, ela pode causar infecções.

“É o que chamamos de patógeno oportunista. Se a pessoa estiver com o sistema imunológico deprimido, fraco, ela pode causar problemas como infecções nos aparelhos urinário, respiratório e até mesmo infecções sanguíneas”, destaca Sant’Ana.

Procurada pelo R7, a empresa ainda não se manifestou sobre a decisão.

Filamentos metálicos

No caso do chocolate, a Anvisa proibiu a comercialização de quatro lotes da “Barra de Confeiteiro” da marca Bel, com validade até os dias 5, 6, 7 e 8 de março de 2019. A marca Bel pertence ao grupo ZD Alimentos.

O motivo é a presença de filamentos metálicos. Segundo o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), esse tipo de corpo estranho não causa sérios danos à saúde. “Há uma tendência de filamentos metálicos não serem absorvidos no trato gastrointestinal, sendo excretado nas fezes de forma intacta”, explica.

A ZD alimentos se manifestou por meio de nota, informando que o problema está relacionado a uma falha operacional em uma linha de produção. “Em caráter de prevenção e de forma espontânea, a empresa iniciou o processo de recall junto à ANVISA e de acordo com todos os procedimentos regrados pelos órgãos competentes. Já realizamos aproximadamente o recolhimento de 80% dos 4 lotes citados, reafirmando assim nosso compromisso com a qualidade”.

Fonte: Folha Rondoniense

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