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Cientistas criam índice que classifica gravidade de tumor do câncer

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Na hora de definir o tratamento para o câncer em cada paciente, os médicos enfrentam dificuldades. Entre elas, a falta de uma ferramenta que ajude a determinar o quão agressivo é o tumor. Há dez anos, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto trabalha na análise de 12 mil amostras de 33 tipos de tumores. Nos últimos 3 anos eles se dedicaram à criação de um índice que vai de 0 a 1 e ajuda a identificar o nível de agressividade do tumor.

Isso é feito a partir de uma análise das células. Quando elas começam a se multiplicar desordenadamente e formar tumores, vão perdendo as características próprias e passam a ficar mais parecidas com as células-tronco. “O índice mede as características e define as semelhanças dos tumores com as células-tronco. Quanto maior o índice, quanto mais perto de 1, mais características de células-tronco o tumor tem, portanto, maior a agressividade”, explica a farmacêutica Tathiane Malta, uma das coordenadoras da pesquisa que publicou nesta semana um artigo acadêmico na revista científica Cell, dos Estados Unidos, uma das mais respeitadas da área.

Os pesquisadores brasileiros lideraram um grupo internacional de cientistas que, a partir de agora, vai usar essas informações para pesquisar novos tratamentos contra o câncer. A médio e longo prazo, a medicina clínica também vai se beneficiar. “Se a gente consegue medir ou prever a agressividade de um tumor, isso ajuda a definir um tratamento mais adequado aumentando as chances de sucesso da terapia”, diz Tathiane.

Para ser usado pelos médicos, o índice precisaria ser aplicado em um exame feito depois de uma biópsia no tumor. Um laboratório analisaria o DNA das células cancerígenas e, aplicando o índice, definira se o câncer é mais ou menos agressivo. Para essa nova ferramenta começar a ser usada, ainda é preciso novos testes. “A gente precisa testar em mais amostras e em outros tipos de tumores para ver se obtemos os mesmos resultados”, explica a pesquisadora.

Fonte: Marcio Antoniassi

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