Merck recebe a patente por tecnologia de edição de genoma de base

Merck , a vibrante empresa de ciência e tecnologia, anunciou hoje que o Australian Patent Office aprovou o pedido de patente da empresa para o uso de nickases CRISPR emparelhados. Os nickases emparelhados representam um passo significativo no aumento da segurança, ao impulsionar a especificidade por meio da abordagem altamente flexível e eficiente para reduzir os efeitos fora do escopo, o que melhora a capacidade do CRISPR de corrigir genes doentes sem afetar os saudáveis.

“Fizemos grandes progressos nos últimos anos, desenvolvendo a tecnologia CRISPR, e este é um momento crucial da pesquisa científica”, disse Udit Batra, membro do Conselho executivo da Merck e CEO da área de ciências biológicas. “A tecnologia de nickase CRISPR emparelhado da Merck é importante para os pesquisadores que precisam de métodos altamente precisos ao desenvolver procedimentos para doenças de difícil tratamento. A aprovação desta nova patente representa um avanço significativo na segurança de terapias ativadas por CRISPR”.

A patente aprovada abrange uma estratégia CRISPR de base, na qual dois nickases CRISPR são direcionados para um alvo genético comum e trabalham juntos, cortando ou clivando cadeias opostas da sequência cromossômica, a fim de criar a quebra de cadeia dupla. Este processo pode, opcionalmente, incluir uma sequência exógena ou de doador para inserção, da mesma maneira que a tecnologia patenteada de integração CRISPR da Merck. O requisito de dois eventos de ligação CRISPR reduz enormemente as chances de corte fora do escopo em outras partes do genoma.

Além de permitir o pedido de patente em nickases emparelhados, o Australian Patent Office anunciou, recentemente, a concessão formal da patente de integração CRISPR de 2017 da Merck, após a retirada de quatro oposições anônimas independentes.

O portfólio de patentes de integração CRISPR da Merck inclui patentes concedidas na Austrália, no Canadá, na China, na Europa, em Israel, em Cingapura e na Coreia do Sul. Estas patentes CRISPR são direcionadas para a integração cromossômica, ou corte da sequência de células eucarióticas e inserção de uma sequência de DNA exógena sintética, para fazer a mudança genômica desejada.

Os métodos de nickase CRISPR emparelhados baseiam-se em outras tecnologias do portfólio de patentes CRISPR da Merck, incluindo a integração CRISPR. As organizações comerciais precisam da propriedade intelectual da Merck para inserção de DNA com base em CRISPR, caso queiram corrigir defeitos genéticos nas células somáticas de pacientes em terapia gênica. A Merck está licenciando este portfólio de patentes para todos os campos de uso.

Por ser uma empresa que, nos últimos 14 anos, esteve altamente envolvida na inovação de edição de genomas, a Merck reconhece que a edição de genomas resultou em grandes avanços em pesquisa e medicina biológicas. Ao mesmo tempo, o crescente potencial das tecnologias de edição de genoma trouxe à tona preocupações científicas, legais e sociais. Como usuária e fornecedora de tecnologia de edição de genomas, a Merck apóia pesquisas com edição de genoma sob cuidadosa consideração de padrões éticos e legais. A Merck criou um painel consultor em bioética, a fim de fornecer orientações para pesquisas nas quais seus negócios estejam envolvidos, incluindo pesquisa ou uso de edição de genomas, e definiu clara posição operacional, levando em conta questões científicas e sociais para relatar abordagens terapêuticas promissoras para uso em pesquisa e outras aplicações.

Foi a primeira empresa a oferecer globalmente biomoléculas personalizadas para edição de genoma (íntrons do grupo II orientados por RNA TargeTron™ e nucleases de dedo de zinco CompoZr™), impulsionando a adoção dessas técnicas por pesquisadores no mundo todo. A Merck também foi a primeira empresa a fabricar bibliotecas CRISPR de matrizes que abrangem todo o genoma humano, acelerando a cura de doenças ao permitir que os cientistas explorem mais questões sobre as origens.

Além da pesquisa básica de edição de genomas, a Merck apóia o desenvolvimento de terapias baseadas em genes e células e fabrica vetores virais. Em 2016, lançou uma iniciativa de edição de genomas destinada a promover pesquisas em novas modalidades, desde a edição de genomas até a fabricação de medicamentos genéticos, por meio de uma equipe dedicada e recursos aprimorados, solidificando ainda mais o compromisso da empresa com a área.

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Fonte: InfoMoney

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