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Cientistas criam exame mais eficiente para diagnosticar ataques cardíacos

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De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo. Quando se trata de ataques cardíacos, só no Brasil, cerca 300 mil pessoas são acometidas todo ano, sendo casos fatais em 30% das vezes.

Os sintomas da parada cardíaca incluem aperto ou dor no peito, no pescoço, nas costas ou nos braços, assim como fadiga, tontura, batimento cardíaco anormal e ansiedade – sinais que podem ser confundidos facilmente. Em mulheres, os indícios podem ser atípicos, tornando o diagnóstico ainda mais difícil.

Agora, um novo exame criado por uma equipe de pesquisadores da McMaster University, no Canadá, busca mudar este cenário. O teste promete diagnosticar os sintomas dos ataques cardíacos de maneira mais rápida a efetiva para os pacientes que chegam ao hospital relatando os sintomas.

A novidade, anunciada por meio de estudo publicado no CMAJ (Canadian Medical Association Journal), também pode identificar pacientes com risco de problemas cardíacos subsequentes após a alta.

Para conseguir o resultado que queriam, os pesquisadores do Canadá, com a ajuda de cientistas da Austrália, Nova Zelândia e Alemanha, combinaram testes sanguíneos comuns de laboratório disponíveis em hospitais do mundo todo para criar um único exame mais eficiente para diagnosticar ataques cardíacos.

Os responsáveis testaram o método em 4245 pacientes que iam até os departamentos médicos de emergência nos quatro países. Em um mês, os pesquisadores contabilizaram 727 ataques cardíacos –alguns seguidos de morte.

Os pacientes que chegavam ao centro médico eram classificados como “negativo” (baixo risco) e “positivo” (alto risco). Para aqueles com baixo risco de parada cardíaca, o teste errou em apenas um caso, em comparação com até 25 casos avaliados de forma incorreta quando se utilizou apenas o exame de troponina cardíaca de alta sensibilidade, que é a ferramenta mais usada para diagnósticos nesses casos.

A classificação de alto risco também identificou cerca de 75% de modo correto, comparados com um 40% de casos detectados quando o teste de troponina cardíaca de alta sensibilidade foi usado. A pontuação funcionou igualmente bem em homens e mulheres.

Fonte: BOL

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