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Marcas de whey têm mais carboidrato do que indicam rótulos

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Pesquisa da Associação Brasileira de Consumidores (Proteste) avaliou 30 marcas de whey protein em pó e concluiu que um terço delas não tinha a quantidade de carboidratos informada no rótulo. Whey é um suplemento de proteína extraída do soro de leite que ajuda no ganho de massa magra. Por outro lado, a análise mostrou que as marcas não apresentaram problemas em relação à quantidade de proteína indicada.

O percentual de carboidrato estava de 28,16% a 114% maior do que o informado no grupo com irregularidades. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que essa variação pode ser de até 20% por porção, para mais ou para menos. A marca que apresentou a maior diferença (114% a mais) em relação ao indicado no rótulo foi a BRN Foods. Procurada, a empresa não se manifestou até o fechamento desta edição.

Na análise, a marca Black Skull apresentou 67% menos carboidrato que o anunciado. De acordo com Marcelo Bella, Presidente da Grow Dietary Supplements (GDS) Brasil, que lançou a Black Skull no mercado mundial, o teor mais baixo de carboidrato é uma vantagem para o consumidor que deseja adquirir massa magra. No rótulo os carboidratos corresponderiam a 12% do produto, quando, na verdade, eles constituíam apenas 4%.

A Growth também apresentou percentual menor de carboidrato em relação ao apresentado no rótulo (56%) e, por nota, esclareceu que o whey “se trata de um produto que deve fornecer proteína e cumpriu o seu papel”. “Nesta categoria (whey protein), quanto maior a concentração de proteína e menor a de carboidrato, melhor é o produto”, informou.

A New Millen apresentou 41% a mais de carboidrato do que o informado. A assessoria da empresa informou que “a rotulação analisada é de lote antigo, já descontinuado”. Com a quantidade 54% maior do nutriente do que a informada, a Solaris contestou o resultado e disse que a Proteste não seguiu o protocolo de análise e retirada de amostra especificado pela Anvisa. “Nossas análises mostram que o teor de carbo encontra-se dentro da especificação. Estamos entrando em contato com eles para termos uma amostra do produto coletado para efetuar novos testes”, informou a empresa, em nota, reiterando que dispõe de equipamentos de ponta para análise de suplementos com objetivo de “evitar este tipo de erro”.

Até o fechamento da edição, as marcas Gaspari Nutrition, Hyperpure, Myprotein, Optimum Nutrition e BSN DNA não haviam se manifestado em relação à pesquisa.

Critérios

Bárbara Guerra, representante da Proteste, afirma que o teste seguiu os critérios do órgão regulador e que somente os produtos que ficaram acima ou abaixo dos 20% estipulados foram classificados como não conformes. A falta de padrão na classificação dos diferentes tipos de whey protein disponíveis no mercado dificulta o acesso à informação adequada, clara e precisa pelo consumidor, e a Proteste quer garantir que o consumidor não seja enganado”, afirma.

Anvisa informou que não pode se posicionar sobre a pesquisa, uma vez que não tem informações sobre as bases, metodologias ou critérios utilizados.

Dano maior é para o consumidor

A nutricionista Simone de Vasconcelos Generoso, professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a discrepância na relação entre produto e rótulo é prejudicial ao consumidor, que acaba pagando por algo que não está levando para casa. “A quantidade de proteína é o que encarece o whey. Ter menos carboidrato (do que está no rótulo) significa que o consumidor leva mais proteína. Mostrar isso no rótulo e não corresponder é desleal”, defende.

Segundo a professora, a presença maior de carboidrato pode causar algum desequilíbrio na dieta, mas não chega a pesar no objetivo final do cliente.

Estudos mostram que o consumo constante de proteínas é essencial para o ganho de massa muscular. Elas devem estar presentes em todas as refeições, e o whey protein pode ser um bom aliado para os praticantes de atividade física.

Fonte: O Tempo Online

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