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Local de venda de remédios gera discordância na Câmara de Jundiaí

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Um projeto de lei que proíbe a venda de medicamentos sem prescrição fora de farmácias foi rejeitado pelos vereadores na sessão ordinária desta terça-feira (4), uma atitude rara na Câmara de Jundiaí.
Arnaldo da Farmácia (PDT), autor da proposta, afirmou que criou o PL 12.696 tendo em vista uma iniciativa de um deputado federal, que pretende autorizar a venda de medicamentos sem tarja em supermercados e outros estabelecimentos do tipo. “Remédios sem prescrição são comumente usados contra dores de cabeça, tosse e outras enfermidades leves e por isso podem achar que são inofensivos, mas não são”, disse.

O parlamentar argumentou que muitos desses remédios, apesar serem vendidos sem prescrição, podem ser danosos à saúde. “A aspirina, por exemplo, pode interferir em anticoagulantes e outros podem causar problemas ao fígado. É necessário ter um farmacêutico responsável para orientar a população sobre o uso correto dos remédios”, argumentou.
Ele também frisou que órgãos reguladores fazem uma série de exigências sobre o ambiente em que o remédio é colocado, o que seria difícil de controlar numa gôndola de supermercado. “Os medicamentos precisam ficar em local com temperatura específica, exposição ao sol controlada, entre outras normas que precisam ser obedecidas para não prejudicar o princípio ativo dos medicamentos”.

Apesar dos argumentos, alguns vereadores questionaram a eficácia da lei. Para Wagner Ligabó (PPS), a classe farmacêutica deveria brigar para que todos os medicamentos fossem vendidos somente sob prescrição. “Uma conhecida recentemente se suicidou ao tomar diversos comprimidos de aspirina. Se a prescrição não é obrigatória, tanto faz se é adquirido na farmácia ou no supermercado, o certo é ter receita para tudo”, opinou o cardiologista.
Durante a votação, Ligabó, Leandro Palmarini (PV), Cristiano Lopes (PSD), Faouaz Taha (PSDB) e Márcio Cabeleireiro (MDB) se abstiveram; sete vereadores votaram favoravelmente e outros sete não votaram. Como a proposta precisaria de maioria simples, acabou não sendo aprovada.

ADOÇÃO E ABORTO
O PL 12.709, que prevê cartaz informativo sobre adoção em estabelecimentos de saúde, deu a deixa para que os parlamentares se posicionassem contra a descriminalização do aborto.
Paulo Sérgio (PPS), autor da proposta, afirmou que a intenção da proposta é quebrar alguns mitos sobre a doação de recém-nascidos para a adoção. “Muitas mães que não têm condição de manter o bebê não sabem que é legal e sigiloso doar o bebê e, ao invés disso, acabam abandonando a criança ou recorrendo ao aborto”, disse.

Fonte: JJ

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