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Peso ou altura da pessoa interfere na dose do remédio que ela deve tomar?

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Se minha amiga é 30 centímetros mais alta que eu, podemos tomar a mesma dose de remédio? Sim! Os farmacêuticos pensaram direitinho em uma dosagem para todos os adultos

Sou uma pequena repórter de saúde, literalmente, pois tenho apenas 1,54 m de altura. Um dia desses não estava bem e pedi um remédio a uma amiga de trabalho que é nitidamente mais alta –tem 1,75 m. Ela me deu a cartela e disse que sempre tomava dois comprimidos para garantir o efeito em seu corpão, mas como eu sou pequenininha podia ingerir só um.

Isso levantou uma dúvida. Como um medicamento pode agir com a mesma eficiência em quem é baixinho, alto, magro, gordo, homem, mulher? Será que os mais altos precisam mesmo tomar mais cápsulas para se sentirem melhor? Os mais “tampinhas” têm dividir o comprimido ao meio para não se sentirem “dopados” com a dose padrão?

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É tudo friamente calculadoCalma, ninguém precisa entrar em pânico e começar a questionar todo remédio que já usou na vida. As regras para a criação e definição das doses de remédios são rígidas e os estudos podem levar anos, pois só são aprovados com garantia de segurança. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o processo para um medicamento ser aprovado é complexo e pode necessitar de dez a quinze anos de análises.

Inicialmente, são realizados estudos em animais. “Neles jé possível ter uma ideia da dose máxima da substância que pode ser administrada em seres vivos, inclusive nos humanos, e se há algum evento tóxico intolerável“, afirma Leonardo Otuyama, farmacêutico do Centro de Informações sobre Medicamentos da Divisão de Farmácia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Em animais são testadas doses crescentes que mostram qual o nível em que a droga começa a causar um efeito positivo e qual o limite até o aparecimento de efeitos colaterais. “É preciso ser teste em ser vivo porque só uma simulação química em um organismo vivo consegue mostrar o exato movimento do medicamento”, comenta Otuyama.

Depois, o remédio é testado em seres humanos saudáveis e, se a segurança for comprovada, vai para os doentes também. Com tantas análises é possível encontrar um número ‘mágico’ que é a chamada janela terapêutica -ou curva dose resposta.

Conseguimos traçar qual a dose mínima para o corpo ter efeito benéfico e a dose máxima, que acima daquilo aparecem efeitos intoleráveis e tóxicos. A faixa entre esses marcadores é a janela terapêutica e mostra onde a dose pode oscilar para funcionar sem ter efeitos colaterais”, decodifica Otuyama.

Fonte: BOL

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