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Empresa desenvolve inovação para o desenvolvimento de doenças infecciosas

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A Euroimmun, empresa de origem alemã fabricante de soluções para teste e instrumentos para diagnósticos médicos incluiu recentemente a amostra de sangue seco em papel filtro. Isso servirá para identificar uma série de doenças contagiosas, entre elas: Toxoplasma Gondii, Toxoplasma Gondii Avidez, Citomegalovírus, Rubéola, Vírus Zika, Vírus Chikungunya e alguns tipos de Dengue.

Utilizar o sangue impregnado em papel-filtro é muito importante para a realização de estudos epidemiológicos em áreas de difícil acesso. Como a quantidade de sangue pode ser um fator limitante, esse outro tipo de coleta pode ser a solução nesses casos. Mas, em áreas com suficiente infra-estrutura, ainda é preferível fazer a utilização de soro.

Como funciona o teste com papel filtro

O teste com papel filtro é combinado ao método comercial de ELISA, para a detecção no plasma sanguíneo de anticorpos específicos para agentes patogênicos. A técnica consiste na coleta de sangue, proveniente da polpa digital ou de punção venosa, com deposição no papel filtro em área previamente demarcada.

Após a chegada ao laboratório, a amostra de sangue é ressuspendida. Depois ela é processada pelos testes sorológicos padrões para cada investigação de infecção.

Estudos já comprovaram que esse tipo de teste apresenta resultados compatíveis com aqueles obtidos nos ensaios sorológicos recomendados. Portanto, a amostra de sangue com papel filtro apresenta sensibilidade e especificidade semelhantes aos métodos convencionais.

Além disso, essa técnica tem algumas vantagens importantes. As amostras podem ser secas em temperatura ambiente, não necessitam refrigeração, ocupam pouco espaço e são facilmente transportáveis. Em locais em que os recursos laboratoriais são escassos, esse tipo de amostragem também pode ser uma solução.

Os laboratórios de referência estão nas capitais e as amostras ficam em temperatura ambiente por mais de 30 dias. O transporte em papel filtro garante condições ideais, pois as amostras de soro/plasma necessitam de refrigeração e tem estabilidade por um período máximo de sete dias.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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