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Governo sugere reformular Farmácia Popular e economizar até R$ 1 bilhão

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O Ministério da Saúde está sugerindo ao governo de transição uma reformulação do Programa Farmácia Popular. A ideia é que o governo federal centralize as compras de medicamentos, que depois seriam distribuídos pela indústria farmacêutica aos estabelecimentos participantes.

Atualmente, as próprias farmácias adquirem os remédios e são ressarcidas posteriormente. O Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 2 bilhões por ano com o Farmácia Popular e espera reduzir essa despesa pela metade, o que viabilizaria o reajuste dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias para 2019, previsto na Lei 13.708/18.

O projeto da lei orçamentária de 2019 (PLN 27/18) não tem recursos para bancar esta correção salarial, o que exige o corte em outra área do governo ou em programa da própria saúde.

Fim da gratuidade

Durante o jantar de confraternização da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o presidente do Conselho Diretivo da entidade, Eugênio De Zagottis, também sugeriu mudanças no programa. “O Farmácia Popular foi uma conquista da sociedade brasileira, mas com o passar do tempo foi desvirtuado. Acredito que uma das saídas para manter sua sustentabilidade seria disciplinar o uso por meio do fim da gratuidade, estabelecendo cotas de coparticipação, sem minar o acesso ao medicamento”, observou.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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