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Farmácia Viva promove o uso terapêutico de plantas medicinais

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Herbário da UFMA receita produtos do Farmácia Viva. (Foto: Divulgação)

O uso terapêutico de plantas medicinais no Maranhão conta com o programa Farmácia Viva. Atualmente, o Governo do Estado contabiliza 160 termos de adesão assinados em mais de 100 municípios e 32 hortos implantados.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o programa Farmácia Viva foi instituído em 2017. Entre os resultados, 32 hortos foram implantados em órgãos públicos estaduais, instituições de ensino, escolas, comunidades quilombolas e terreiros; 10.141 capacitações para manejo dos hortos foram realizadas no estado.

O programa também foi implantado nos 30 municípios do Plano Mais IDH. Além disso, o Farmácia Viva fortalece a percepção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre a inserção das plantas medicinais nas Unidades Básica de Saúde (UBS).

Para o próximo ano está previsto a inauguração de mais 26 hortos que estão em fase de finalização, assim como a continuidade das capacitações nos locais que receberão os hortos.

Farmácia Viva

O Farmácia Viva foi instituído no Maranhão por meio da portaria SES nº 564, de 24 de agosto de 2017. A ideia do projeto consiste no cultivo, conservação e utilização de plantas medicinais, bem como a produção de alguns tipos de plantas medicinais (utilizando como matriz as próprias plantas cultivadas), que serão dispensadas no Sistema Único de Saúde (SUS) – somente com receita médica – sob supervisão do farmacêutico responsável.

O Farmácia Viva funciona em parceria com as prefeituras municipais na instalação de hortos medicinais, espaços onde são cultivadas plantas utilizadas no tratamento e prevenção de doenças.

O programa faz parte das práticas integrativas no SUS e consiste no cultivo, conservação e utilização de plantas medicinais, bem como a produção de alguns tipos de plantas, utilizando como matriz as próprias plantas cultivadas. Antes de iniciar a implantação do horto medicinal, capacitações são feitas com profissionais de saúde ou o responsável do horto para promover o entendimento dos usos terapêuticos de cada espécie, formas corretas de cultivar, recolher e utilizar.

De acordo com a portaria, o programa tem como propósito estimular o cultivo de plantas medicinais encontradas em cada região através de capacitação para utilização das técnicas corretas de manejo, cultivo, coleta e secagem com técnicas próprias e adequadas; promover o intercâmbio comunitário, através de conhecimentos empíricos da população, quanto à tradição do uso de ervas; buscar a qualificação técnica dos profissionais de saúde, técnicos e estudantes, para a função de multiplicadores do conhecimento, dentre eles os profissionais da Força Estadual de Saúde; implantar hortos de plantas medicinais nas unidades básicas de saúde – UBS; contribuir para o fortalecimento das práticas de cuidado, realizadas nos territórios e na integração, para a troca de conhecimento entre os profissionais de saúde e os representantes de religiões de matriz africana, quilombolas, parteiras, benzedeiras, raizeiros e indígenas, no intuito de fortalecer as ações de educação popular em saúde.

Capacitações e termos de adesão

Além da construção de um horto, com 70 espécies de plantas medicinais, é feita a capacitação de técnicos. Para a coordenadora do Farmácia Viva da SES, Kallyne Bezerra, o programa tem contribuído muito para melhorar a saúde da população. “A consolidação de 160 termos assinados em mais de 100 municípios representa o fruto de um trabalho árduo, e que realmente os municípios abraçaram a causa não só pelos hortos, mas pelo número imenso de prescrição de planta medicinal e fitoterápico. Essa consolidação se registra na força do uso correto das plantas, que realmente tem trazido muita saúde para toda população do Maranhão”, afirmou.

Benefícios do tratamento

A nutricionista Waléria Costa, profissional da Força Estadual de Saúde (FESMA) atuante no município de Primeira Cruz, esclareceu os principais benefícios do Programa Farmácia Viva: que é promover maior qualidade de saúde, incentivar a utilização de plantas que a população tem fácil acesso e reduzir o uso em excesso de medicamentos farmacêuticos. “Muita das vezes a população consegue se medicar com as plantas medicinais do próprio quintal. Como fui capacitada pela equipe da Farmácia Viva, prescrevo a forma de ingerir os chás colhidos nos hortos”, explicou.

Judite Braga, de 83 anos, utiliza dois tipos de pomadas produzidas pela Farmácia Viva e obteve significativa melhora das dores de artrose e reumatismo. Sem cartilagem nos dois joelhos, a aposentada se locomovia com a ajuda de muletas. “Fiquei uns meses sem andar, tinha muitas dores”. E completa: “Hoje, minha vida é outra. Consigo me locomover por onde eu quiser, me livrei dos remédios com o uso continuo das pomadas.  É uma vida saudável. Indico para todos os tratamentos fitoterápicos da Farmácia Viva”.

A idosa também é assistida pela equipe da professora e pesquisadora Terezinha Rêgo, no Herbário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Fonte: Folha Nobre

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