Tailândia aprova uso medicinal da maconha

A Tailândia liberou nesta terça-feira (25) o uso e a pesquisa de maconha com fins medicinais, na primeira legalização da droga no Sudeste Asiático, região onde estão algumas das mais rígidas leis antidrogas.

A aprovação foi por unanimidade em uma sessão extraordinária para tratar de uma série de projetos antes do recesso de Ano Novo. São 166 votos a favor, nenhum contra e 13 abstenções.

“Este é um presente de Ano Novo da Assembleia Legislativa Nacional para o governo e o povo da Tailândia”, disse Somchai Sawangkarn, presidente do comitê que elaborou a lei, durante a sessão, que foi transmitida pela TV.

As mudanças legalizam a produção, importação, exportação, posse e uso de produtos de maconha para fins médicos. Alterações também incidem sobre o kratom, que é uma planta cultivada na região e usada tradicionalmente como estimulante e analgésico, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Fabricantes e pesquisadores precisarão de licenças para manusear os medicamentos, enquanto os usuários finais deverão apresentar pedido médico.

O uso recreativo das drogas continua ilegal e sujeito a penas de prisão e multas condizentes com as quantidades envolvidas.

A emenda que altera a legislação sobre narcóticos, datada de 1979, foi devolvida ao Executivo e entrará em vigor quando for publicada no diário oficial. Na Tailândia, a maconha foi utilizada para o alívio de dor e cansaço até 1934, quando foi banida.

Sudeste Asiático

Enquanto países como Colômbia e Canadá legalizaram a maconha para uso medicinal ou recreativo, a droga continua ilegal e é um tabu em boa parte do Sudeste Asiático.

Traficantes de maconha podem ser condenados à pena de morte em Cingapura, Indonésia e Malásia, por exemplo.

Na Tailândia, a principal controvérsia sobre a legalização da droga girou em torno de pedidos de patente feitos por empresas estrangeiras, o que daria a elas o direito de dominar o mercado e tornar mais difícil para pacientes tailandeses o acesso a remédios feitos com substâncias da maconha. Esses pedidos também poderiam prejudicar pesquisadores tailandeses, de acordo com a Reuters.

Fonte: Bom dia Brasil

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar

Política de privacidade e cookies