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Tailândia aprova cultivo de maconha para uso medicinal

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Esse é o 1º país da Ásia a legalizar a droga, região possui leis antidrogas bastante rígidas

A Tailândia aprovou a maconha para uso medicinal e para pesquisa na última terça-feira (25/12). Esse é o primeiro país da Ásia a entrar em um mercado dominado pelo Canadá, Austrália e Israel. Por ser uma região com leis antidrogas muito rígidas, a legalização é bastante criticada.

Os membros do parlamento da Tailândia, país que até os anos 1930 tinha a tradição de utilizar maconha para o alívio de dor e cansaço, aprovaram uma emenda na legislação sobre narcóticos, datada de 1979, numa sessão extraordinária para tratar de uma série de projetos antes do recesso de Ano Novo.

“Este é um presente de Ano Novo da Assembleia Legislativa Nacional para o governo e o povo da Tailândia”, disse Somchai Sawangkarn, presidente do comitê que elaborou a lei, durante a sessão, que foi transmitida pela TV.

A medida pode ajudar o Conselho Nacional de Agricultores da Tailândia a diversificar sua produção, isso porque a agricultura do país ainda é dominada pelo cultivo de arroz e exploração de seringueiras.

“Eu espero lucros de 100 bilhões de bahts por ano (2,7 bilhões de euros) com o cultivo de maconha, a venda de erva e óleo de maconha”, afirma Prapat Panyachartrak, presidente do Conselho Nacional de Agricultores.

No entanto, antes de entrar em vigor a lei ainda precisa ser validada pelo rei. A lei específica que o cultivo seria controlado, e o uso de maconha só seria permitido para fins medicinais e não recreativos.

Usos medicinais da maconha

As substâncias mais comumente prescritas são:

  • Canabidiol (CBD)
  • Naxibimols (extrato vegetal com THC e CBD, também conhecida como Sativex)
  • Dronabinol (THC sintético, cujo nome do medicamento atende por Marinol) e nabilona (molécula sintética semelhante à do THC).

“O uso geralmente acontece através da vaporização da planta, por via oral (na forma de pílulas), oro-mucosa (absorção pela mucosa oral) ou retal, para uma absorção mais rápida”, conta Ivan Mario Braun. Para o psiquiatra, o uso do cigarro de maconha, por outro lado, é altamente contestável em função da presença conjunta de altas concentrações de THC, com potencial de abuso.

O canabidiol tem sido estudado como opção terapêutica para um amplo espectro de condições médicas (como asma e dores crônicas, por exemplo), porém a maior parte desses estudos ainda está na fase pré-clínica em animais de laboratório.

“Até o momento, as doenças que apresentam maior nível de evidências de efeitos terapêuticos do CBD são a epilepsia, esquizofrenia e Doença de Parkinson, a primeira tendo o tratamento autorizado com a substância. As duas outras já possuem estudos controlados e duplo-cegos em pacientes, porém ainda faltam estudos multicêntricos, com número elevado de pacientes”, pondera Antonio Waldo Zuardi.

Atualmente, a nabilona e o dronabinol têm sido utilizados para reduzir náuseas provocadas pela quimioterapia no tratamento do câncer. O último também é associado ao aumento de apetite em pacientes soropositivos.

No Brasil, o primeiro e único remédio à base de canabinoides registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Mevatyl, um spray bucal com os princípios ativos tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), ambos isolados a partir da espécie vegetal Cannabis sativa. Em outros países, o nome comercial do medicamento é Sativex.

Fonte: Terra

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