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Paciente não consegue comprar remédio por letra ilegível da receita

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Após ser consultada no PS Central no fim da tarde dessa quinta-feira (27) por conta de uma forte dor estomacal, Érika Mérola, de 42 anos, achou que seu problema, enfim, acabaria. Contudo, não foi o que aconteceu. Ela não conseguiu comprar a medicação porque os farmacêuticos não entenderam o que o médico receitou.

Tia de Érika, Francine Mérola Ferreira, 54 anos, procurou o JC na noite de ontem e contou que foi até duas farmácias com a receita em mãos e ninguém conseguiu “decifrar” o que estava escrito. “Em uma das farmácias, a funcionário tirou uma foto e passou para o restante da rede. Foram, ao menos, cinco farmácias que não conseguiram entender o que estava escrito”, reclama.

Francine ainda relata que, por pouco, uma das farmácias não passou uma medicação errada e que poderia prejudicar a saúde da sobrinha. “Ela estava passando um remédio que afina o sangue. E minha sobrinha tem anemia profunda. Olha o tamanho do perigo. Quando eu disse o motivo de ela ter ido até o PS, a funcionária percebeu que não era aquele remédio”, complementa.

A reportagem procurou o médico Aigiro Kamada, que fez o atendimento, e enviou para ele a fotografia da receita. Ele revelou que os medicamento receitados foram o Pentoxifilina 400 e Dramin B6. A informação foi repassada pelo JC para a paciente.

“O atendimento inicial dessa paciente foi feito por outro profissional. Eu a reavaliei. Como persistia com os sintomas, eu a mediquei novamente e dispensei com esta receita”, diz.

ORIENTAÇÃO

O diretor do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa), Rafael Arruda, alerta que os pacientes não devem sair das unidades de saúde sem ter a certeza de que a receita está legível.

Caso isso ocorra e o problema seja verificado já nas farmácias, como foi o caso de Érica e Francine, a pessoa deve ir até qualquer unidade de saúde para verificar o remédio e revalidar a receita.

“Os médicos todos são orientados a passar receitas com letra legível. No caso específico, iremos conversar com o profissional e orientá-lo”, conclui.

Fonte: JCNET

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