Dor nas costas causou 83,8 mil casos de afastamento do trabalho

A dor nas costas foi a causa que mais afastou os brasileiros dos postos de trabalho em 2017 (último dado fornecido pela Secretaria da Previdência). Foram 83,8 mil casos. Nos últimos dez anos, a dor nas costas tem liderado a lista de motivos mais frequentes entre os auxílios-doença concedidos pelo INSS e inclui a lombalgia (dor da região lombar, que vai da cintura para as nádegas), dorsalgia (dor no segmento alto das costas) e cervicalgia (dores no pescoço).

Para o presidente da SPR- Sociedade Paulista de Reumatologia, o reumatologista e professor da PUC de Campinas, Rubens Bonfiglioli, a maioria dos afastamentos são causados pela sobrecarga dessa região do corpo em atividades ocupacionais e de lazer sem os cuidados adequados de postura e condições físicas inadequadas para exercer determinadas ocupações. Por exemplo, são casos de obesos ou pessoas com flacidez muscular que exerçam esforços repetitivos.

Segundo o reumatologista, destacam-se ainda casos de pessoas com doenças reumáticas como Espondilite Anquilosante, desvios ou alterações nas vértebras, Fibromialgia, Osteoporose, defeitos congênitos na coluna etc, que podem originar dor quando submetido a esforços físicos.

Dados da Secretaria da Previdência

Os afastamentos podem ser classificados em dois: previdenciários ou acidentários. O primeiro, significa que a doença não tem relação alguma com a função exercida pelo empregado no trabalho. Já no segundo caso, é quando há relação com a atividade e, desta forma, a Previdência Social precisa arcar com todas as despesas do segurado.

As chamadas Doenças Ocupacionais relacionadas ao Trabalho são um nome genérico que abrange essas condições citadas além de outras menos frequentes. Isso nos remete a reforçar as indicações de uma avaliação clínica do aparelho locomotor com o reumatologista para não ocorrer erro de diagnóstico.

Conforme relata Bonfiglioli, frases como “tenho dor nas costas porque carrego muito peso no trabalho” são frequentes nos nossos consultórios, porém, não menos frequentes são os diagnósticos que independem das atividades laborais.

“A estatística do INSS provavelmente leva em conta todas as causas de dores na região da coluna vertebral, colocado genericamente como Dorsalgia, e que afastaram as pessoas do trabalho. Muito se deve à postura inadequada, falta de atividades físicas, tensão/estresse no ambiente de trabalho, ausência de médicos do trabalho para observar os problemas e antecipar as correções e a não valorização dos sintomas por parte dos pacientes, tendo como consequência a não detecção precoce do problema”, revela o presidente da SPR.

Destaca o especialista que “se o diagnóstico de uma pessoa com queixa de dor nas costas for rápido e correto, com tratamento imediato, as probabilidades de recuperação são excelentes”.

O paciente deve procurar um reumatologista, especialista no aparelho locomotor. Esta especialidade é relativamente nova, foi criada há 60 anos, e trata de mais de 100 doenças ligadas ao aparelho locomotor. São 2.800 reumatologistas cadastrados no país, sendo que 1/3 deles estão no estado de São Paulo.

Sociedade Paulista de Reumatologia

Trata-se de uma associação civil e científica fundada em 1953, encarregada de representar os reumatologistas e propiciar a atualização científica dos médicos. A nova diretoria foca na informação à população para prevenção de doenças reumatológicas e seu diagnóstico precoce.

Fonte: SEGS

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