Aumenta o número de postos de trabalho para farmacêuticos

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Farmacêutico, em 20 de janeiro, os profissionais que atuam no varejo têm muito que celebrar. Enquanto o Brasil perdeu mais de 2 milhões de empregos formais entre 2014 e 2017, com uma recuperação apenas discreta em 2018, o mercado de trabalho no setor permanece aquecido.

De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa as 25 maiores empresas do varejo, o número de farmacêuticos em atuação passou de 21.113 para 23.084 na comparação entre novembro de 2017 e 2018 – um aumento de 9,3%. A média é de três profissionais por ponto de venda.

“O processo contínuo de expansão geográfica das grandes redes, sustentado por sucessivas altas de dois dígitos nas vendas dos anos anteriores, contribuiu para esse cenário. Além disso, o investimento no modelo de assistência farmacêutica vem ampliando a demanda por farmacêuticos na orientação clínica à população”, argumenta o presidente executivo da Abrafarma, Sergio Mena Barreto.

O segmento de manipulação também convive com o aumento dos postos de trabalho. Segundo o Panorama Setorial Anfarmag 2018, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), quase 54 mil profissionais estão contratados em regime de CLT nas farmácias de manipulação. Esse mercado é responsável por um de cada 896 empregos formais no país.

“Não só ampliamos o número de funcionários contratados como concedemos ganho real aos colaboradores”, revela Marco Fiaschetti, diretor executivo da Anfarmag. De acordo com ele, o setor passou de 6.936 para 7.545 estabelecimentos de 2014 a 2018. Além disso, houve incremento de 4,5% no salário médio, já descontada a inflação.

Fiaschetti enfatiza a importância do farmacêutico na individualização de tratamentos. “A profissão tem tudo para se tornar uma das grandes carreiras do futuro, com o avanço da farmacogenética e a promessa de tratamentos personalizados por meio do mapeamento do DNA”, ressalta. A farmácia sempre terá papel importante para atender os grupos de pessoas que necessitam de medicações pouco comuns e que são, portanto, inviáveis para produção em escala.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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