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Estudo nos EUA parece dar um passo à frente na luta contra o Alzheimer

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Um ensaio clínico realizado nos Estados Unidos revelou que as pessoas tratadas intensamente para hipertensão tinham menos chances de desenvolver uma deterioração cognitiva leve, que se desenvolve em uma primeira etapa da doença de Alzheimer.

A história da luta contra o Alzheimer está cheia de esperanças e decepções, de modo que os resultados do estudo ?Sprint Mind? publicado nesta segunda-feira (28) na revista da American Medical Association (Jama), devem ser recebidos com cautela.

Mas a quantidade de participantes na pesquisa e a boa qualidade estatística de seus resultados dão relevância ao estudo, o primeiro a descobrir uma forma de prevenir problemas de memória ou concentração nos idosos.

?É o primeiro ensaio que demonstra uma estratégia eficaz para a prevenção dos déficits cognitivos relacionados com a idade?, indicou Kristine Yaffe, especialista em doenças neurodegenerativas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, em um editorial publicado separadamente.

O teste envolveu mais de 9.000 adultos maiores de 50 anos com hipertensão. Metade recebeu tratamento para reduzir a pressão sistólica a menos de 140 mmHg (milímetros de mercúrio), e a outra metade a menos de 120 mmHg, um objetivo mais ambicioso.

Depois de um acompanhamento de cinco anos, os médicos não observaram nenhuma diferença entre os dois grupos em uma medida de ?demência provável?.

No entanto, o grupo com tratamento intensivo teve significativamente menos ?deterioração cognitiva leve? ? uma etapa que inclui dificuldades óbvias para encontrar a palavra correta, lembrar nomes de pessoas encontradas recentemente ou esquecer algo imediatamente depois de tê-lo lido.

Todas as pessoas que sofrem de Alzeimer passaram por esta etapa, mas nem todas as pessoas com deterioração cognitiva leve desenvolvem a doença.

Dado que o estudo não é conclusivo sobre o tratamento da hipertensão prevenir o Alzheimer, a associação financiará uma extensão do estudo de dois anos para continuar a avaliação dos pacientes.

Fonte: IstoÉ

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