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Remédio para o coração e analgésico são os mais vendidos do Brasil

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Um remédio para o coração foi o mais vendido no Brasil em 2018. O princípio ativo Losartan, indicado para tratar hipertensão e insuficiência cardíaca, encabeçou uma lista (abaixo) pedida pelo UOL à Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias) com os dez medicamentos mais vendidos no ano passado em todo o país.

Ao todo, 155,6 milhões de remédios com o Losartan como princípio ativo foram vendidos em 2018. Outro remédio para insuficiência cardíaca aparece na 5ª posição, o Hidrochlorothiazide, usado também para tratar cirrose hepática. Vendeu 68,5 milhões de unidades no ano passado.

Ainda figuram no top 10 um remédio para diabetes – o Metformin, em 3º lugar e 86,1 milhões de vendas – e o contraceptivo Ethinylestradiol/Levonorgestrel: 8ª posição e 57,8 milhões de unidades vendidas.

A maioria dos medicamentos do ranking, no entanto, são para dor de cabeça, febre, inflamação e infecções.

O princípio ativo Metamizole Sodium – a famosa dipirona – é o segundo com mais vendas em todo o Brasil, segundo a Febrafar: foram 117,5 milhões de unidades comercializadas por diferentes marcas. O primeiro anti-inflamatório aparece na quarta colocação. A Nimesulide foi comprada 85,4 milhões de vezes no ano passado.

Analgésicos e anti-inflamatórios ocupam seis posições no Ranking. Confira:

Nessa pesquisa, que leva em conta o nome comercial do remédio, a dipirona ficou no topo: foi consumido por 55 mil pessoas. É seguida do analgésico e anti-inflamatório Ibuprofeno (45,3 mil pessoas) e pela Prednisolona (44,3 mil), um anti-inflamatório que cuida de reumatismo a problemas respiratórios.

Os medicamentos que mais geraram receita

Embora o Metformin (para diabéticos) seja o segundo princípio ativo mais vendido no ano passado pelas farmácias, foi ele o que gerou mais receita, diz a Febrafar. A droga está presente no Glifage XR 500mg, um medicamento que vendeu R$ 532,3 milhões no ano passado.

O Losartan (coração), o princípio ativo mais vendido do ano passado, ocupa a 2ª colocação entre aqueles de maior receita. Presente no Aradois 50mg, rendeu R$ 523,3 milhões.

Automedicação

No Brasil, oito em cada 10 pessoas (79%) com mais de 16 anos admitem tomar remédios sem prescrição médica, o maior percentual desde que a pesquisa começou a ser feita pelo ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade). Em 2016, 72% diziam se automedicar, contra 79% no ano passado.

“O imediatismo e o maior acesso à internet estão entre os motivos para o aumento. A correria do dia a dia, a impaciência para enfrentar as filas e o atendimento deficiente do SUS, levam as pessoas a pularem etapas. Com isso, a automedicação se torna uma prática corriqueira e inegável”, afirma Ismael Rosa, diretor Farmacêutico Clínico e responsável pela pesquisa da ICTQ.

Ele explica que, além das “intoxicações, interações medicamentosas e reações adversas”, a automedicação traz o risco de mascarar sintomas que podem estar ligados a doenças graves, “culminando em sequelas severas e até mesmo a morte”.

Os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios estão disponíveis nas farmácias brasileiras no autoatendimento. O acesso a estes medicamentos é fácil e livre, fazendo com que muitas delas comprem estas substâncias sem mesmo procurar o farmacêutico para se orientar sobre riscos. Isso tudo se resume em altos índices de automedicação

Fonte: UOL

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