Sindusfarma defende fim dos impostos e nova regulação

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) elencou dez pontos considerados prioritários para melhorar a saúde pública e fortalecer a indústria farmacêutica no país. As medidas foram apresentadas durante a cerimônia de posse do novo presidente da entidade, Omilton Visconde Jr., realizada no último dia 14 de fevereiro. Uma das principais bandeiras é o fim da pesada carga tributária sobre medicamentos.

“Quase 32% do custo para tratar uma dor de cabeça ou uma gripe é resultante de impostos. A reforma tributária deve contemplar a redução ou mesmo a eliminação dessa alíquota, o que tende a reduzir automaticamente os preços no varejo”, ressalta. A entidade também defende uma adequação do modelo de regulação de preços à realidade brasileira.

Para o novo presidente, segmentos altamente competitivos, como medicamentos isentos de prescrição, genéricos e produtos de referência com vários concorrentes, devem ter liberdade de preços. “Essas mudanças estabeleceriam as condições necessárias para que as indústrias farmacêuticas instaladas no Brasil ampliem investimentos em inovação radical e incremental, a exemplo do que se dá nos Estados Unidos”, afirma Visconde Jr.

O Sindusfarma também reforça que o bom funcionamento do sistema de inovação no país depende da devida proteção à propriedade intelectual e da rapidez na análise e concessão de patentes. “Para isso, é urgente reformular o INPI, a fim de que o órgão possa responder aos desafios das concessões em tempo hábil”, acrescenta.

Outras medidas consideradas urgentes incluem a revisão da necessidade de manutenção dos laboratórios estatais e a menor restrição a ensaios clínicos no Brasil. “O Ministério da Saúde, por ser uma pasta eminentemente técnica, deve ser resguardado de ingerências políticas, assim como o preenchimento de cargos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Agência Nacional de Saúde (ANS) deve levar em conta somente as competências técnicas e os currículos de seus dirigentes”, afirma.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

3 Comentários
  1. Luiz Andrade diz

    O Panorama Farmacêutico, apesar do que o nome sugere, não representa a classe profissional Farmacêutico. Sendo assim, os interesses por trás das palavras do presidente do Sindusfarma são claramente voltados para o aumento dos lucros das indústrias de medicamentos, e contrários ao que defende os profissionais farmacêuticos, e muito menos voltados à melhoria da saúde pública. Há um conflito de interesses histórico entre o que defende a indústria de medicamentos e aquilo que a classe Farmacêutica defende, que representa a defesa da saúde pública e o fácil acesso da população aos medicamentos, da melhor qualidade, a que tem direito.

    1. Panorama Farmacêutico diz

      Olá Luiz,
      Somos um portal de notícias do mercado farmacêutico em geral e nossa premissa é divulgar notícias de interesse geral de todo o setor, independentemente da categoria. As informações que constam na reportagem são opiniões exclusivas da entidade e que divulgamos no portal em nome do interesse jornalístico.

  2. MARCO TÚLO NASCIMENTO DA SILVA diz

    Pois bem, se é interessante para as indústrias farmacêuticas aumentarem seus lucros o inverso está acontecendo com a profissão do farmacêutico que está trabalhando, dentro de seu estabelecimento 12 horas por dia, para concorrer com a esmagadora e desleal concorrência das grandes redes. Não seria a hora de os laboratórios proteger esta classe juntamente com o a prescrição médica e por consequência o mercado aceitar o farmacêutico nesta cadeia de vendas. Seria o caso de a farmácia ou a drogaria pertencer ao farmacêutico e automaticamente os laboratórios repassar para as mesmas o mesmo descontos que elas dão aos distribuidores mediante ao cadastro das mesmas. Está ocorrendo a extinção do farmacêutico. Ninguém irá mais fazer o curso universitário de farmácia se esta posição não for corrigida a tempo. Será a extinção total da profissão. É preciso que haja muita seriedade com a questão.
    Farmacêutico Marco Túlio N. da Silva – CRF – 8836 – MG.

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