CVS articula venda da Onofre e saída do Brasil

Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, a CVS iniciou contatos com bancos de investimentos para viabilizar a venda da Onofre e encerrar operações no mercado brasileiro. A decisão estaria relacionada à falha na estratégia de crescimento orgânico da rede para enfrentar gigantes do varejo farmacêutico nacional.

Em fevereiro de 2013, a CVS anunciou a aquisição da Onofre com investimentos em torno de R$ 700 milhões. Agora, estaria disposta a se desfazer do negócio por um valor inferior. Enquanto o grupo registra faturamento de US$ 194,8 bilhões e 10 mil lojas nos Estados Unidos, por aqui tem uma presença tímida. São apenas 51 pontos de venda, contra 44 de seis anos atrás. A RD, maior rede do país, conta com 1,6 mil unidades.

Além das dificuldades operacionais, a companhia trava uma disputa com a família Arede, fundadora da Onofre. O impasse foi levado à arbitragem em 2016. A CVS questionou os antigos proprietários por ter encontrado passivos trabalhistas e fiscais não listados na época das negociações.

Na tentativa de reverter a situação no Brasil, há três anos o grupo teria trabalhado para adquirir o Grupo DPSP. Sem sucesso, no ano passado a Onofre decidiu priorizar a expansão das vendas pela internet. Em nível global, a CVS apresentou prejuízo líquido de US$ 596 milhões. No exercício anterior, havia obtido lucro.

Especialistas ouvidos pela reportagem entendem que os negócios no Brasil não fazem sentido para os norte-americanos. “O mercado ficou muito surpreso com a entrada do grupo CVS. O varejo farmacêutico no Brasil movimenta cerca de US$ 20 bilhões, enquanto a CVS fatura quase US$ 200 bilhões sozinha”, comenta Sergio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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