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Secretário anuncia compra de medicamentos com recursos que estavam em atraso

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O secretário de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Mário Mena Kalil, e a coordenadora das farmácias do município, Melissa Collares, anunciaram, ontem, a compra de medicamentos que atualmente estão em falta na rede. De acordo com as informações da coordenadoria de comunicação da prefeitura, a escassez se deu em decorrência da falta de repasses pelo governo do Estado. No entanto, foi informado que o Estado vai quitar parte da dívida de R$10 milhões com o município. Além desse repasse pelo governo estadual,  uma emenda parlamentar do deputado Carlos Gomes, do PRB- RS, no valor de R$ 300 mil, foi destinada à Saúde.

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De acordo com o secretário, Bagé não recebe os repasses do Estado há 12 meses. Segundo ele, apesar das dificuldades enfrentadas pela Secretaria de Saúde em honrar pagamentos de serviços, profissionais e medicamentos, o município não deixou de oferecer nenhum atendimento à população e nenhuma unidade foi fechada, diferente de outras cidades gaúchas que tiveram que cancelar serviços nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA – 24h), por não ter como arcar com os custos financeiros.
“Embora exista esse grande déficit do Estado com o município, em nenhum momento deixamos de oferecer a pleno os atendimentos da rede básica de Saúde. Enquanto algumas cidades estão fechando unidades, nós trabalhamos na contramão e aumentamos a oferta de consultas em até 70%”, salienta.

Serviços atingidos
As fraldas geriátricas são um dos itens que estão em falta, e, segundo o secretário, a obrigação do fornecimento é do governo estadual. Mena informou que a última verba para a compra desse material foi feita em junho de 2018. Desde então, o município tem arcado com os custos. “O município não tem porque retirar do seu recurso algo que não é de competência municipal”, frisa.

As pessoas que necessitam de fraldas podem fazer a retirada nas farmácias conveniadas ao programa Farmácia Popular, onde existe um protocolo do Ministério da Saúde que autorizada a retirada de até 40 itens a cada 10 dias, com o valor de até 90% subsidiado pelo governo federal, dependendo do estabelecimento. Os usuários devem cumprir também algumas regras, como ter mais de 60 anos e possuir incapacidade comprovada.
Em relação aos medicamentos, a coordenadora das farmácias ressalta que muitas empresas não foram pagas por conta dessa dívida do Estado com Bagé, portanto, houve paralisação no fornecimento dos remédios.
Bagé, junto a outros 30 municípios, faz parte do Consórcio Granpal, que possibilita melhores valores nas compras e, desta forma, alcançar o maior número de pessoas, o que representa 70% dos medicamentos comprados e deve ser finalizado até o final de março. Os 30% restantes são adquiridos por meio de pregões vigentes, inclusive, recentemente a cidade aderiu a um pregão do município de Santa Maria, com o objetivo de que os medicamentos sejam adquiridos em breve. “Com a conclusão do consórcio e com a vinda dessa emenda, vamos conseguir garantir que a aquisição dos medicamentos aconteça e que os fornecedores sejam pagos. Desta forma, conseguiremos realizar a compra no decorrer dos próximos 30 dias, o que vai abastecer a rede por cerca de quatro meses”, relata Melissa.

Atendimentos que não sofreram alteração
Mesmo não recebendo os recursos do governo do Estado, o secretário Mário Mena destacou que os serviços não deixaram de ser ofertados, como o transporte de pacientes em tratamento fora de domicílio. Atualmente, são transportadas duas mil pessoas por mês. “O fluxo está acontecendo mesmo sem a pasta receber o recurso destinado para essa finalidade”, disse.
Assim como o calendário vacinal do município, que atingiu a meta de 90% do índice de vacina, com vacinadores em todas as unidades de Saúde. No Estado, esse índice chega a 70%.
Na Upa- 24h, foi registrado o aumentou em 30% dos atendimentos e o laboratório de análises clínicas municipal, que realizava cerca de cinco mil exames, atualmente está realizando 12 mil exames por mês .
O secretário ainda explica que em decorrência de férias de alguns médicos, algumas unidades ficaram momentaneamente sem o atendimento, mas que essa ausência não pode ser confundida com a falta de profissionais e que em algumas especialidades não há uma reposição imediata por outro, pois um dos problemas enfrentados é o desinteresse de alguns médicos em trabalhar pela rede.

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Além dessa falta, em Bagé saíram cinco profissionais do Programa Mais Médicos, devido ao rompimento com Cuba. “Ainda faltam três profissionais para completar o quadro do programa, e enquanto aguardamos a apresentação de mais médicos ingressantes pelo programa, estamos suprindo a falta com outros profissionais da rede”, informa.

Fonte: Jornal Folha do Sul

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