Com quase 11 mil casos de dengue, decreto não melhora atendimento

A epidemia de dengue ganhou força nos últimos 13 dias, em Campo Grande. O número de notificações saltou de 7.350, no dia 1º de março, para 10.607, ontem. Deste total, 2.805 casos já foram confirmados e uma pessoa morreu. A explosão de casos mostra que apesar de decreto de emergência, publicado na semana passada pela prefeitura, a doença avança. Postos de saúde estão superlotados, faltam médicos e insumos, enquanto o prefeito Marcos Trad (PSD) ainda tenta recursos do Ministério da Saúde.

Além de permitir a compra de medicamentos e insumos sem licitação, o decreto de emergência permite a capitação de recursos extras da União. Com isso, o município espera receber R$ 1.174.682,2, sendo que a maior parte, R$ 804.852,24, será destinada para compra de material de laboratório, como  tubos para coleta de sangue e reagentes para exames. O restante servirá para compra de luvas, sacos de lixo, aquisição de equipamentos de manutenção, tranporte de equipes e até o pagamento de chaveiros para entrada em imóveis fechados. Os dados estão em estimativa de custos da prefeitura para conter a sengue, enviada ao Ministério da Saúde.
Chama atenção que, apensar do caos instalado nos postos de saúde, nada do dinheiro que pode vir da União será utilizado na melhoria do atendimento a população como, por exemplo, contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais.

Fonte: Correio do Estado

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar

Política de privacidade e cookies