Medicamentos devem subir 4,46% até o final do mês: veja dicas para economizar na compra

Ronaldo Bernardi / Agência RBS
Remédios devem subir 4,45%Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Até o dia 31 de março, o Ministério da Saúde anunciará o percentual de reajuste para preços de medicamentos no Brasil. A pasta ainda não informa qual valor deverá ser aplicado, mas entidades farmacêuticas já sabem que o reajuste deverá ficar um pouco abaixo de 4,5%. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) estima reajuste de 4,45%, e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), de 4,46%.

A projeção leva em conta uma fórmula divulgada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no final de novembro, que praticamente estabeleceu a variação da inflação oficial (IPCA) entre março de 2018 e fevereiro de 2019 como referência dos novos preços para os remédios.

A correção deve ser aplicada no início de abril pela indústria, e os medicamentos com as novas tabelas começarão a chegar, gradativamente, às farmáciasconforme os estoques forem renovados. O aumento atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e não gera elevação automática nem ajustes imediatos nas farmácias e drogarias, principalmente em relação aos remédios que registram grande concorrência.

Especialistas orientam a população a aprumar a pesquisa de preços, buscar programas de fidelidade e reforçar os estoques de medicamentos de uso contínuo, ainda com o preço em vigência – sempre observando os prazos de validade e condições de armazenamento. A pesquisa deve colocar uma lupa especial sobre os genéricos, que oferecem preços mais baixos do que as marcas mais conhecidas — a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar) afirma que os descontos partem de 35% nos genéricos.

— Se havia uma desconfiança inicial com estes medicamentos, ela foi superada. Os genéricos possuem um potencial muito grande de gerar economia ao cidadão — analisa Edison Tamascia, presidente da Febrafar.

Quem precisa de medicamentos de uso prolongado e decidir reforçar o estoque deve ter cuidado especial com a forma como armazena estes produtos. É importante seguir as recomendações que estão na embalagem desses produtos: mantê-los sempre protegidos da umidade, do calor e da claridade, explica a farmacêutica Irene Prazeres.

—É fundamental observar o prazo de validade, que em geral sai das indústrias com dois anos, mas as farmácias podem vender lotes mais próximos ao vencimento —alerta Irene.

Veja dicas para economizar na compra de medicamentos

— Pesquise bem os preços, usando a internet e visitando farmácias próximas ao trabalho e à residência.

—  Peça ao médico que, na receita, seja colocado o princípio ativo do remédio, e não o nome comercial. Levar a receita com o princípio ativo facilita para que o farmacêutico ofereça opções fabricadas por diversos laboratórios, e, consequentemente, com valores variados. A diferença de preço costuma variar de 10% a 15%.

—  Verifique se na farmácia escolhida há alguma forma de desconto adicional por meio de programas de fidelidade ou mediante o fornecimento do CPF e CRM do Médico. Geralmente, medicamentos de uso contínuo têm preços mais vantajosos.

— Verifique se o medicamento que procura é disponibilizado pelo programa Farmácia Popular, que oferece remédios com preços até 90% mais baixos. Não é necessário comprovar renda ou ter utilizado o Sistema Único de Saúde (SUS) para recorrer ao programa. Basta ir a uma farmácia credenciada, apresentar a receita médica e um documento com foto.

—  O Ministério da Saúde também disponibiliza remédios gratuitos para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e muitas prefeituras contam com postos que usam o mesmo sistema.

—Medicamentos de uso prolongado devem ser protegidos da umidade, do calor e da claridade. Guardar no banheiro ou na cozinha não é uma boa opção.

— O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade: indicado para guardar remédios. Coloque os medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.

— Redobre a atenção também com os prazos de validade. Planeje-se para comprar apenas a quantidade de remédios que utilizará dentro do período de validade – evitando desperdiçar seu dinheiro.

Fonte: Farmacêutica Irene Prazeres, Associação de Consumidores Proteste e Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar).

Fonte: Gauchazh

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