Em cinco anos, total de farmácias cresce 40% no Rio de Janeiro

Não é preciso andar muito pelo Rio de Janeiro para se deparar com diversas farmácias. Não só tem uma em cada esquina, como há várias no mesmo quarteirão. Hoje existem 6.037 lojas no estado, o que representa uma farmácia para cada 2.842 habitantes. Esse é o resultado de um grande crescimento recente do setor, como mostra um levantamento exclusivo da Close-Up, empresa de consultoria e pesquisa do mercado farmacêutico. Nos últimos cinco anos, o número de farmácias no estado do Rio cresceu 40%.

 

O crescimento foi o maior da Região Sudeste no período, e acima da média brasileira, que foi de 38,5%. E a expectativa é que novas unidades abram nos próximos anos. A RaiaDrogasil, dona da marca Droga Raia, líder do setor, por exemplo, tem como meta inaugurar 240 unidades pelo Brasil em 2019, e o Rio está entre as prioridades.

 

— O Rio de Janeiro é um dos principais locais de expansão da empresa, pois acreditamos no Estado e estamos muito satisfeitos com os resultados — afirma Renato Raduan, vice-presidente de Operações da Raia Drogasil.

 

E as concorrentes não ficam para trás. O Grupo DPSP, composto pelas redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, possui 336 lojas no Rio, das quais 25 foram abertas somente em 2018. E, segundo o grupo, os planos de expansão pela região continuam. Já a Drogaria Venancio, tem 67 lojas no Rio, onde atua, e prevê abrir mais três ainda no primeiro semestre.

 

— Esse foi um dos setores que mais cresceu durante a crise e de maiores perspectivas de crescimento no longo prazo, com o envelhecimento da população. Isso justifica o investimento e abertura de novas lojas, principalmente das grandes redes nas grandes cidades — afirma Gabriele Zuccarelli, sócio da Bain & Company.

 

Disputa de redes reduz preços

As redes se multiplicam para crescer, e muitas vezes se esbarram no mesmo espaço.

— O foco das empresas agora é disputar participação de mercado. E com estratégias muito agressivas. As maiores redes chegam a abrir uma loja do lado de sua concorrente simplesmente para frear o crescimento da outra — afirma Marcelo Camorim, consultor e conselheiro do setor.

 

São duas coisas que o consumidor desse mercado mais procura: comodidade e preço. Por isso, as empresas disputam por espaço e melhores valores. Como resultado, as margens de lucro estão caindo para garantirem a venda. A única empresa de capital aberto, a RaiaDrogasil, divulgou em seus resultados de 2018 uma margem de lucro de 3,5%, ante 3,7% em 2017.

Fonte: EXTRA

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