Fórum debate futuro dos biossimilares na América Latina

Eles já estão entre as apostas mais inovadoras da indústria farmacêutica. O faturamento global do setor com medicamentos biossimiliares saltou de US$ 1,3 bilhão para US$ 8,3 bilhões em cinco anos. Porém, a América Latina praticamente não figura nas estatísticas, ao esbarrar em uma elevada distinção de regulações por país e na carência de compartilhamento de informações científicas.

 

Com esse enfoque, o Brasil receberá pela primeira vez o Biosimilars Latam, que reunirá em torno de 50 grandes laboratórios e mais de dez nacionalidades nos dias 9 e 10 de abril, no Tivoli Mofarrej São Paulo. A agenda contemplará painéis ministrados por Renato Porto, diretor de regulação da Anvisa, além de executivos como Adilson Montaneira, diretor da unidade de negócios de biossimilares da Pfizer; Debora Rodrigues, gerente de pesquisas clínicas da Cristália; e Pedro Aranha, diretor estratégico da Sandoz.

 

Francisco Kuri Breña

“O advento dessa categoria é, seguramente, um dos aspectos mais determinantes para a ampliação do acesso à saúde no continente e para combater com eficácia males como artrite reumatoide, câncer, colesterol e diabetes. Esses medicamentos apresentam os mesmos efeitos das suas versões originais, mas com projeção de despesas reduzidas em 25% a 30%”, argumenta Francisco Kuri Breña, responsável pela organização do fórum.

 

No Brasil, há atualmente sete medicamentos do gênero aprovados pela Anvisa e outros 13 a caminho, apesar de a primeira resolução sobre o tema ter sido lançada em 2010. Apenas 4% da quantidade de remédios distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é formada por medicamentos biológicos, de onde se derivam os biossimilares. “Assim como em outros mercados regionais como o México, a compra ainda é muito concentrada no sistema público, o que dificulta o aumento das possibilidades de acesso”, acredita.

 

Breña, porém, pontua alguns avanços como os acordos de equivalência de registro entre México e outras oito nações do continente, como a chancela da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O Brasil não integra esse grupo, mas vem se consolidando como uma referência no continente em transferência de tecnologias por meio de laboratórios do país e multinacionais”, complementa. O movimento do grande varejo rumo à implementação de salas clínicas nas farmácias também pode incentivar o aumento de escala, favorecendo o cuidado com doenças como diabetes e a democratização de vacinas como as da febre amarela.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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